Exportações de frangos e suínos devem encerrar 2017 estáveis

As exportações brasileiras de carne de frango superaram a marca de 400 mil toneladas no mês de agosto. Ao todo, foram exportadas 416,8 mil toneladas no oitavo mês de 2017, resultado que supera em 14,6% o volume embarcado em igual período do ano passado. O volume, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína […]

As exportações brasileiras de carne de frango superaram a marca de 400 mil toneladas no mês de agosto. Ao todo, foram exportadas 416,8 mil toneladas no oitavo mês de 2017, resultado que supera em 14,6% o volume embarcado em igual período do ano passado.
O volume, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), é o terceiro maior da história do setor.

Com esse desempenho, a expectativa dos produtores é fechar 2017 com resultado similar ao realizado no ano passado. “Esperamos repetir, tanto em aves quanto em suínos, os resultados alcançados em 2016, com possibilidade de alta de 1%. Em aves, exportamos 4,3 milhões de toneladas. De suínos, foram 732 mil toneladas ”, estima Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Em relação à exportação de frango, tanto
in natura
como processado, o saldo das vendas gerou receita de US$ 690,6 milhões, desempenho 13,1% superior ao obtido em agosto de 2016, com US$ 610,5 milhões.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a receita dos embarques alcançou US$ 4,887 bilhões, saldo 6,3% maior que os US$ 4,598 bilhões realizados no mesmo período.

Em volume, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, número 2,3% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016, de 2,992 milhões de toneladas.

‘Esperamos repetir, tanto em aves quanto em suínos, os resultados alcançados em 2016, com possibilidade de alta de 1%’, diz Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA. Foto: Édi Pereira

O maior faturamento diante de um volume menor exportado pode ser explicado, segundo Turra, por alguns fatores:
“O mercado internacional está pressionado desde novembro de 2016. Há uma série de focos de Influenza Aviária em diversos grandes produtores internacionais, como a China e países da União Europeia.
Por outro lado, o mix de exportação também se direcionou para produtos de maior valor em determinados mercados, o que contribuiu para esta elevação ”.

As vendas de carne suína
in natura
alcançaram 58,9 mil toneladas em agosto, volume 2,4% superior ao registrado em agosto de 2016, com 57,5 mil toneladas. Em receita, o resultado foi ainda melhor: 12,7% de crescimento, com US$ 143 milhões em neste ano, contra US$ 127 milhões no mesmo período do ano passado.

No ano, a alta acumulada da receita de exportações chegou a US$ 1,006 bilhão, contra US$ 812 milhões obtidas entre janeiro e agosto de 2016.
Em volume, houve retração de 2,3%, com 401,3 mil toneladas em 2017, frente a 411 mil toneladas nos oito primeiros meses do ano passado.

“A Rússia voltou a incrementar suas importações de carne suína do Brasil.
Argentina e Hong Kong também foram determinantes para o resultado. Assim como em aves, dentro deste ritmo, o saldo final das exportações de carne suína em 2017 deverá ser positivo ”, ressalta Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.

Equipe SNA/Rio

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