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Embrapa e UENF transfere tecnologia para o fortalecimento da cadeia produtiva do maracujá

Na última quarta-feira, 25 de março, foi assinado um contrato de transferência de tecnologia...

por Redação Conexão Safra

em 30/03/2015 às 0h00

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Na última quarta-feira, 25 de março, foi assinado um contrato de transferência de tecnologia do processo de reaproveitamento de resíduos de indústrias de sucos de frutas entre a Embrapa Agroindústria de Alimentos, Universidade do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e a Indústria Extrair, em Campos dos Goytacazes (RJ). A patente é resultado do projeto “”Inovação Tecnológica para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Maracujá no Arranjo Produtivo Local”” (APL Maracujá), coordenado pelo pesquisador Sérgio Cenci, da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

O processo patenteado de separação e purificação de sementes e mucilagem de polpa de frutas para obtenção de óleo, torta desengordurada e arilo desidratado foi depositado junto ao Instituto de Patrimônio Industrial (INPI) em 2010 e agora, com a assinatura do contrato, começará a gerar royalties a partir da comercialização dos produtos obtidos nesse processo. A Indústria Extrair &ndash, Óleos Naturais deverá enviar relatórios técnicos anuais a serem entregues aos coordenadores técnicos nomeados pela UENF e pela Embrapa, com informações sobre ao uso da tecnologia.

A tecnologia transferida soluciona um dos principais problemas da agroindústria de suco e polpas de fruta – o aproveitamento dos resíduos que gera um enorme passivo ambiental -, agregando valor à cadeia produtiva do maracujá. “”Com a assinatura desse contrato, fecha-se um ciclo de PD&I, pois a inovação ocorreu com a transferência da tecnologia. E, já estamos em vias de assinar novos contratos dentro dessa perspectiva de inovação abertura junto a novos parceiros, voltados principalmente para o desenvolvimento de novos equipamentos industriais para as linhas de processamento de maracujá””, conta Sérgio Cenci, pesquisador da Embrapa.

O projeto APL Maracujá também possui outras soluções voltadas para resolver os problemas tecnológicos do campo, disseminando tecnologias para controle de doenças de solos e da parte aérea, que causam a morte prematura da planta. Essa questão tem sido um entrave para a produção de maracujá no Rio de Janeiro e em todo o país. Há seis Unidades Experimentais e Demonstrativas, que já trouxeram excelente resultados para esses problemas, com o uso de materiais genéticos resistentes, como porta-enxertos e novas cultivares. São duas em Bom Jesus do Itabapoana, duas em São José de Ubá, uma em São Francisco do Itabapoana e outra em Araruama.

Essa ação é desenvolvida dentro da linha da química verde, pois substitui uma matéria-prima sintética por uma de origem vegetal, atendendo uma gama de indústrias: coméstica, farmacêutica e de alimentos. “”Esse projeto significa um grande avanço tecnológico para a recuperação da produção de maracujá no Estado do Rio de Janeiro, mas deve estar associado a políticas públicas de fomento da cultura do maracujá, com o fortalecimento da assistência técnica e crédito agrícola aos pequenos produtores””, conclui Sérgio Cenci.

,Fonte: ,Embrapa Agroindústria de Alimentos

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