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Emater-Rio planeja intercâmbio de tecnologias agrícolas entre MG e ES

Com previsão de um simpósio para o início do ano, as equipes de extensionistas rurais visam integrar capacitações contínuas aos produtores e fortalecer a troca de práticas sustentáveis

por Assessoria de Imprensa

em 25/11/2022 às 16h43

4 min de leitura

Emater-Rio planeja intercâmbio de tecnologias agrícolas entre MG e ES

Foto: divulgação

Em busca de aprimorar as cadeias produtivas agrícolas e dar mais qualidade de vida às famílias produtoras fluminenses, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio) articulou recentemente um intercâmbio técnico interestadual com empresas e instituições públicas voltadas à pesquisa e defesa agropecuária.

O intuito é estreitar conhecimentos e desenvolver práticas de manejo sustentáveis que alavanquem o mercado de abastecimento e os empreendimentos rurais no interior do Estado.

O encontro reuniu empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), vinculadas às Secretarias de Estado de Agricultura de Minas Gerais e Espírito Santo, e abordou principalmente a região fronteiriça entre os estados, predominantemente marcada pela cafeicultura.

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Somente neste ano, a produção cafeeira teve aumento de 127% no faturamento bruto, com mais de 18 mil toneladas de grãos ensacados. O subsecretário de Agricultura, Leonardo Pinto, destacou que foi um passo importante para viabilizar melhorias na produção de grãos e no preparo de bebidas.

Foi uma reunião produtiva para a produção estadual de café. Sugeri também fortalecer o intercâmbio técnico do material genético em relação à produção de laranja, milho e banana e sentimos um ambiente confiante nessa troca de tecnologias. O próximo passo é agendar as próximas reuniões com os técnicos extensionistas“, apontou.

A reunião abordou desafios e estratégias para contornar problemas como a fusariose, doença relatada na cafeicultura com o grão Conilon. Promover mais eventos integrados e repassar a expertise para capacitações contínuas de técnicos e produtores estão dentro do plano de ações a longo prazo.

Embora os acordos tenham sido em torno dos cafezais, a ideia-chave é promover o desenvolvimento em todas as culturas agropecuárias enfocando na produção sustentável e na preservação do ambiente. O diretor técnico da Emater-Rio, Marconi Resende, explicou que está previsto para o início de 2023 um simpósio entre as empresas de Ater para debaterem a programação de ações e eventos que estejam baseados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Agenda 2030, considerando as potencialidades naturais agrícolas de cada estado.

Foi uma reunião de aproximação entre os estados fronteiriços, com a presença de representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), para que no próximo ano possamos estreitar o trabalho em conjunto e pensar novas frentes integradas na extensão rural, na pesquisa e defesa agropecuária. A partir daí, podemos formular novas parcerias para a assistência técnica estadual, estimular novos conhecimentos e aumentar a qualidade de vida das famílias agricultoras“, destacou Resende.

Novos mercados

O Gerente Técnico Estadual de cafeicultura da Emater-Rio, Wellington Machado, destacou que nos três estados há uma política de valorização da pesquisa e extensão rural, aumentando os resultados alcançados nas lavouras e fortalecendo as articulações geopolíticas das empresas. Nesse sentido, o intercâmbio é enriquecido com experiências de sucesso trocadas em visitas aos escritórios locais e regionais.

Propomos expandir o câmbio de pesquisas enfocando na barreira fitossanitária para doenças e de mudas de café. Existe uma nova doença que ataca o grão Conilon, ainda sem registro ou controle definido, que está prejudicando alguns cafezais e esse trabalho de troca pode mitigar os efeitos. Fomos convidados para um encontro em Pedra Menina (ES) para tratar as questões culturais de cultivo e possíveis rotas do turismo rural. Temos elevado a qualidade dos nossos cafés a cada ano e também o número de cafeicultores; dessa forma, buscamos novas portas de comercialização nacional e internacional para o reconhecimento dos Cafés do Rio“, concluiu Machado.

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