Mais lidas 🔥

Cafeicultura de excelência
Do sítio ao topo: casal de Barra do Turvo faz café campeão em São Paulo

Exportações e mercado interno
Cacau: governo do ES acompanha impactos e produtores se mobilizam contra importação

Alfredo Rural
Alfredo Chaves: série mostra famílias que movimentam o agro do município

Tradição e gastronomia
Festa do Socol chega à 24ª edição e promete agitar Venda Nova do Imigrante

Artigo
Manifesto de agrônomos do Brasil Central propõe integração regional para o futuro do agro no Cerrado

A CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa (Ales) vai encaminhar para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente pedido de abertura de inquérito sobre o caso do cachorro Sheik, encontrado com vários ferimentos no corpo e amarrado ao portão de uma igreja desativada no bairro de Porto Novo, município de Cariacica, na Grande Vitória.
O anúncio foi feito pela presidente da CPI, deputada Janete de Sá (PSB), em reunião extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (28) para ouvir os depoimentos de Jaciara do Rosário Custódio e do filho dela, Yuri do Rosário Custódio, tutores do animal.
Quem mais falou foi Jaciara, alegando que o cachorro sem raça definida não pertence a ela, mas a outro filho. A depoente disse que, após casar, o filho estaria tendo dificuldade de ficar com o animal, por isso o deixou na casa dela para que cuidasse dele temporariamente.
Foram mostradas imagens de Sheik muito machucado, com ferimentos profundos, especialmente na região do pescoço. Jaciara alegou desconhecer como ele foi atacado, mas admitiu ter amarrado o cachorro no portão da igreja, alegando que teve de fazê-lo porque vizinhos viviam reclamando que Sheik estava espalhando carrapatos.
Jaciara também relatou que, como é diarista, não tem tempo para ficar em casa cuidando do animal e, por isso, o cão ficava solto pelas ruas. Devido a essa condição, Sheik perambula pelas ruas e se embrenhava por matagais onde havia cavalos, e possivelmente acabava sendo tomado por carrapatos.
Antes de tomar o depoimento de Jaciara, a deputada Janete de Sá questionou se Yuri havia amarrado o cão no portão da igreja. O rapaz negou, alegando que “fica o dia inteiro dentro do quarto e só sai à noite para entregar lanches e fazer compras para a mãe”. O filho de Jaciara também não conseguiu explicar o motivo de não cuidar de Sheik, evitando que o cão ficasse abandonado pelas ruas de Cariacica.
Inquérito
Janete de Sá considerou inconsistentes os argumentos apresentados por mãe e filho, anunciando que os dois poderão ser indiciados por maus-tratos contra Sheik no pedido de inquérito a ser encaminhado pela CPI para a Delegacia de Meio Ambiente, que cuida, além da temática ecológica, das questões relacionadas à causa animal no estado.
A parlamentar acrescentou que ninguém pode ficar responsável por um animal e deixá-lo abandonado pelas ruas, exposto a todo tipo de violência por parte de delinquentes e outros bichos.
“O animal se encontrava em situação dramática, o que caracteriza maus-tratos. O relato dela (Jaciara) vai nesta direção. O cachorro ia para as ruas, naturalmente entrava em briga com outros animais, e acabou sendo vítima deste desleixo”, avaliou Janete de Sá.
De acordo com a deputada, a pena prevista para quem comete crime de maus-tratos contra animais pode ser de dois anos a cinco anos de prisão.
Janete de Sá acrescentou que, após ser resgatado por meio de diligência da CPI com apoio da fiscalização da Prefeitura de Cariacica, Sheik está se recuperando dos ferimentos em clínica veterinária conveniada da prefeitura.





