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Geral

Como o sistema de pagamento pelo leite funciona nos EUA?

O especialista, John Geuss, explicou ao site Dairy Reporter como os preços dos componentes do leite são determinados nos Estados Unidos

por Redação Conexão Safra

em 22/01/2015 às 0h00

3 min de leitura

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A maioria dos produtores de leite dos Estados Unidos recebem apenas pelo valor dos componentes do seu leite. Com exceção de poucos mercados, onde a maioria do leite é usada para beber, a água não tem valor nenhum. O produtor é pago baseado no peso da proteína, gordura e outros sólidos do leite.

O gráfico abaixo mostra os valores de cada um desses componentes, bem como suas tendências e volatilidade.


Cada um desses componentes do leite recebe um valor, derivado do preço atacadista de vários produtos lácteos. As commodities nas quais é baseada a fórmula do sistema de pagamento pelo leite são queijo, manteiga e soro do leite em pó.

A fórmula mais simples de descrever é a da gordura. O valor da gordura é derivado do preço atacadista da manteiga, descontado o custo de processamento da manteiga a partir da gordura do leite.
As outras fórmulas não são tão fáceis de entender. “Outros sólidos ”, que incluem todos os componentes do leite, exceto gordura e proteína, são derivados do preço atacadista do soro do leite em pó, que é o subproduto da fabricação de queijos com a água removida. O soro de leite desidratado contém lactose, proteína do soro do leite, minerais e alguns outros itens menores. Como a categoria “outros sólidos ” não contém nenhuma proteína, o paralelo entre “outros sólidos ” e soro de leite desidratado não é perfeito – mas é uma commodity razoavelmente próxima e quantificável, com preços determinados pelo mercado. A maioria do soro de leite em pó é exportada, dessa forma o preço é de fato determinado pela oferta, demanda e competitividade de preços internacionais.

A fórmula mais difícil de entender é a que determina o preço da proteína do leite. São duas as commodities na equação que determina o preço da proteína do leite: queijo e manteiga. A parte de queijos é simples de entender: a caseína é essencial para fazer queijos e cerca de 82% da proteína do leite é caseína.

A outra parte da fórmula para estabelecer o preço da proteína do leite, a mais difícil, consiste no princípio de o queijo ser feito principalmente de proteína do leite e gordura. A coagulação da proteína aumenta o tamanho das partículas, de forma que não podem ser passadas pela tela durante a fabricação. Essas partículas maiores também evitam que a gordura escape.
Quando a gordura é vendida no queijo, vale mais do que quando é vendida na forma de manteiga. Esse valor extra é dado à proteína do leite nas fórmulas que determinam o preço que os produtores receberão pela proteína do leite. Matematicamente, isso significa que, à medida que o preço da manteiga aumenta, e todas as outras coisas permanecem com o mesmo preço, o valor da proteína do leite cairá.

Pelo gráfico já mencionado, percebe-se que os valores relativos são fáceis de acompanhar. A proteína é, de longe, o componente mais valioso do leite para a maioria dos produtores de leite dos Estados Unidos. É por isso que tecnologias como balanceamento de aminoácidos na ração estão se tornando mais comuns nos Estados Unidos.

A reportagem é do Dairy Reporter, traduzida pela equipe do site MilkPoint.

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