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O início de um novo ano costuma reacender metas relacionadas à saúde, especialmente o desejo de emagrecer. No Brasil, o desafio é amplo: levantamento do Datafolha aponta que 59% da população está acima do peso, sendo 35% com sobrepeso e 24% com obesidade. Entre os entrevistados, 63% afirmam querer melhorar a saúde corporal, geralmente com foco na redução de gordura. A prática de atividade física aparece como a principal estratégia considerada, citada por 71%, seguida por mudanças na alimentação, mencionadas por 56%. Apesar da visibilidade recente de medicamentos para perda de peso, apenas 4% avaliam o uso de remédios, percentual semelhante ao de quem considera a cirurgia bariátrica.
Embora a motivação seja comum no começo do ano, manter o plano ao longo do tempo ainda é o maior obstáculo. Pesquisa da Forbes Health, nos Estados Unidos, mostra que 48% das pessoas estabelecem como resolução de Ano Novo melhorar a saúde e 34% desejam perder peso. No entanto, somente 8% conseguem sustentar essas metas por mais de um mês. O dado indica que o problema não está na decisão inicial, mas na dificuldade de transformar a intenção em hábito duradouro.
Para o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia e Metabolômica, o emagrecimento deve ser encarado como um processo fisiológico, não como uma prova de força de vontade. Segundo ele, o corpo responde melhor a ajustes pequenos e contínuos, que se encaixam na rotina e podem ser mantidos ao longo do ano. A adoção de dietas radicais ou estratégias virais da internet, afirma, costuma levar ao abandono precoce da meta.

Entre as orientações práticas indicadas pelo especialista está o aumento da ingestão de água. A recomendação varia entre 35 e 50 mililitros por quilo de peso corporal ao dia, conforme a temperatura e o nível de atividade física. Outro ponto central é o consumo adequado de proteínas, que geralmente fica abaixo do ideal. Para pessoas saudáveis, a média recomendada é de 1,2 a 1,6 grama por quilo de peso, quantidade que contribui para a saciedade, preservação da massa magra e manutenção do metabolismo.
A exclusão de alimentos ultraprocessados também é apontada como medida essencial. Produtos como refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo tendem a prejudicar o metabolismo, aumentar processos inflamatórios e desregular a fome. Em contrapartida, a inclusão de frutas, verduras e legumes favorece o aporte de fibras, vitaminas e minerais, auxilia o controle da glicemia e prolonga a sensação de saciedade.
O médico ainda recomenda reduzir o uso excessivo de sal e gorduras no preparo dos alimentos, priorizando métodos como cozimento, grelha e forno. Além disso, reforça a importância de aumentar o gasto calórico por meio da combinação de exercícios aeróbicos e musculação, destacando que a massa muscular é metabolicamente ativa e contribui para maior consumo de energia, inclusive em repouso.
Por fim, manter exames de rotina atualizados é fundamental. Alterações hormonais, deficiências nutricionais ou distúrbios metabólicos podem dificultar o emagrecimento mesmo quando há disciplina alimentar. Segundo o especialista, a perda de peso é um processo individual e requer acompanhamento profissional. Para ele, melhorar hábitos de forma gradual e equilibrada é o caminho mais seguro para alcançar resultados consistentes ao longo de 2026.





