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Caparaó Jr. busca registro de Indicação Geográfica (IG) do Café da região

por Redação Conexão Safra

em 10/02/2015 às 0h00

10 min de leitura

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Todos já ouviram falar na Vodka “da Rússia ” ou no Vinho “do Porto ”. São produtos reconhecidos não só pela sua qualidade, mas também porque reúnem características únicas que os tornam famosos pela região onde são produzidos. Quando qualidade e tradição se encontram num espaço físico, a Indicação Geográfica (ou IG) surge como fator decisivo para garantir a diferenciação do produto. Neste sentido, a Caparaó Jr., desde o início deste ano, busca agir no sentido de fazer com que o café produzido nas montanhas do Caparaó tenha sua própria Indicação Geográfica e possa ser conhecido nacionalmente (ou quem sabe mundialmente) por “Café do Caparaó ”.

“Ao mesmo tempo em que estamos investigando a qualidade do Café, através do projeto Grãos do Caparaó, e como já suspeitamos que essa qualidade existe, porque alguns cafés da região já venceram concursos dentro e fora do Estado, será
necessário prever uma forma de reconhecer e proteger essa qualidade, além de destacar os aspectos únicos do nosso produto ”, destaca João Batista Pavesi, professor do IFES e Orientador da Caparaó Jr. A tarefa se faz por desafios. Conseguir registrar uma IG não é um procedimento simples. Seu registro reconhece reputação, qualidades e características que estão vinculadas ao local. Este registro comunica ao mundo que a região se especializou e tem capacidade de produzir um artigo
diferenciado e de excelência.

Parceiros

No Brasil, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial &ndash, INPI é o órgão responsável por emitir esse registro. Trata-se de um processo complexo e por isso a Caparaó Jr. buscou parceiros para sua execução. Além do próprio Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) &ndash, Campus de Alegre, estão envolvidos no projeto a Samarco Mineração, o Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS/Campus de Muzambinho), através do professor José Marcos Mendonça, a Agência de Inovação do IFES/ES, por meio do professor José Cláudio Valbuza e o SEBRAE (através do Instituto Inovates). Os trabalhos já tiveram início. A Caparaó Jr. recebeu a visita de Anselmo Buss Júnior e Gabriel Fabres Beliqui, do Instituto de Inovação e Tecnologia Sustentáveis (Inovates), e se reuniram com cerca de 30 produtores em Pedra Menina (município de Dores do Rio Preto), que ouviram atentamente sobre o processo de reconhecimento da Indicação Geográfica e os benefícios que isso poderá proporcionar. Além disso, os técnicos estão fazendo um diagnóstico da região e colhendo informações para dar prosseguimento no processo.

Avanços no turismo

Um dos principais objetivos do registro é proteger o produtor da concorrência desleal, da usurpação do nome do produto e também garantir ao consumidor sua procedência e qualidade. Além de agregar valor, a IG proporciona o desenvolvimento socioeconômico da região, a organização dos produtores e da produção, a valorização do patrimônio cultural e o incremento do turismo. Por exemplo, o vinho do “Vale dos Vinhedos ”, no Rio Grande do Sul, que conseguiu sua Indicação Geográfica em 2002, obteve reconhecimento na União Européia, as terras foram valorizadas em 200 a 500% e o turismo cresceu na região. Em consequência, os produtores sentem-se motivados pelo trabalho que executam. Da mesma forma, a ideia de fazer do Café do Caparaó um produto único e exclusivo é agregar valor ao produto, tornando-o conhecido nacionalmente. Além do aspecto econômico, também há o fator social, que permitirá um ganho da auto-estima do produtor, aumento da motivação e constante melhoria da produtividade, sem perder a qualidade.
Fonte: Assessoria de Comunicação Caparaó Jr.
Legenda para as fotos
Fotos da reunião: Representantes do Inovates se reúnem com produtores de Café do Caparaó em Pedra Menina. Eles ouviram atentamente sobre o processo de reconhecimento da Indicação Geográfica e seus benefícios

Foto do Café: A região já está produzindo um café de alta qualidade

INPI vem ao ES por certificação de produtos capixabas

Os produtores rurais envolvidos na certificação da carne de sol, inhame e socol cumpriram mais uma etapa do processo. No dia 25 de junho, dirigentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) estiveram no Espírito Santo para receber os processos de Identificação Geográfica e conhecer de perto os produtos capixabas.
O encontro, realizado no município de Venda Noiva do Imigrante, contou com as presenças de várias autoridades, lideranças locais e produtores rurais dos municípios de Venda Nova do Imigrante, Alfredo Chaves e Montanha.

“Temos que parabenizar todos os produtores envolvidos nesse processo. Eles são verdadeiros empreendedores e merecem reconhecimento. Vivenciamos um ciclo de desenvolvimento no Espírito Santo, em especial na agropecuária e seus negócios associados, que é muito interessante. A chancela que esses produtos receberão é um reconhecimento e vai abrir novos mercados e gerar mais renda aos produtores. É muito justo remunerar mais, quem se dedica mais ”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

A conquista do Certificado de Indicação Geográfica vai conferir à carne de sol do Extremo Norte Capixaba, ao inhame São Bento, cultivado em algumas regiões de Alfredo Chaves, Marechal Floriano e Domingos Martins, e ao socol da região de Venda Nova do Imigrante o mesmo reconhecimento internacional de produtos como o Vinho do Porto, o Champanhe e o Presunto Pata Negra, por exemplo.

No Espírito Santo, três produtos já possuem a Indicação Geográfica. São o mármore de Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta, a panela de barro de Vitória e o cacau de Linhares.

“Dos 36 produtos que possuem a Indicação Geográfica no Brasil, três são capixabas e em breve poderão ser seis. Essa certificação une as pessoas e suas histórias, que ficarão guardadas por toda a vida em nossos registros. Todos os envolvidos nesse processo estão de parabéns pelo trabalho e iniciativa. Tenham certeza que iremos analisar os processos com muito carinho ”, ressalta o vice presidente do Inpi, Ademir Tardelli.

Os três produtos contam com novas marcas específicas para se destacar no mercado. Após a conclusão do processo e conferência da Identificação Geográfica, as marcas poderão estampar a logo do Inpi com a chancela conquistada.

“Estamos muito felizes com o bom andamento dos trabalhos e só temos a agradecer a todos os envolvidos. Essa é uma grande vitória para nós produtores. Em breve teremos uma agregação considerável de valor nos produtos que comercializamos e mais renda. Essa remuneração melhor e os investimentos no interior certamente são um facilitador para garantirmos a presença das novas gerações no rural ”, comemora o presidente da Associação dos Produtores de Socol de Venda nova do Imigrante, Edines José Lorenção.
O grupo de trabalho formado para condução do processo de Identificação Geográfica é composto pela Seag, Setur, Sebrae, Instituto de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (Inovates) e Associações dos Produtores.
Fonte : Assessoria de Comunicação da Seag


IFES e Incaper promovem curso de degustação de café

Foi realizado entre os dias 24 e 27 de junho o Curso Básico de Degustação de Café, realizado no laboratório de Classificação e Análise Sensorial de Café do IFES &ndash, Campus de Alegre (Rive). Com a participação de produtores rurais da região do Caparaó e alunos do curso superior de Tecnólogo em Cafeicultura, o curso teve como objetivo fazer com que o participante passasse a conhecer e dominar as ferramentas e os protocolos para reconhecer um ótimo café, além de saber se expressar de forma padronizada a sua percepção. O curso segue normas de classificação e métodos de prova de órgãos internacionais e foi ministrado por Tássio da Silva de Souza, degustador e classificador de café do Incaper.

Segundo Tássio, esta é uma oportunidade excelente para os produtores terem acesso às informações para classificar o seu próprio café, de forma a valorizar o seu produto e aumentar sua rentabilidade. O técnico do Incaper comenta ainda sobre a Caparaó Jr. “É um trabalho fantástico, porque visa suprimir as principais deficiências dos produtores, como por exemplo a análise do solo. É a difusão tecnológica na propriedade rural e a inserção do produtor no meio acadêmico. Permite ainda uma experiência extraordinária para os alunos, que chegarão no mercado de trabalho com conhecimento prático ”, destaca.

Benefícios

De acordo com o produtor Carlos Quelion, de Ibitirama (ES), este foi o primeiro contato que ele teve com o processo de degustação e classificação do produto que ele próprio comercializa. “Aqui estamos aprendendo detalhes sobre o processo de torra, moagem, e a classificação do café, de forma a identificar o produto que eu tenho para venda ”, destaca Carlos. “Pra mim, que tenho uma agroindústria, está sendo muito válido, pois vou ter condições de conferir e melhorar a qualidade do café ”, conclui. O curso está sendo oferecido de forma gratuita. Todos os produtores que estão se qualificando são atendidos pela Caparaó Jr., que trabalhou de forma a mobilizá-los para estarem presentes. Os produtores demonstraram interesse em novas capacitações, em especial um Curso Prático de Torra. A Caparaó Jr., o IFES e o Incaper trabalharão para atender este e outros pedidos. Fonte: Assessoria de Comunicação Caparaó Jr.

Dia de campo de café conilon reúne produtores em Muniz Freire

O Incaper realizou um Dia de Campo de Café Conilon na propriedade rural do senhor Paulo Sérgio Guimarães, localizada na comunidade de &Aacute,guas Claras, distrito de Piaçu. Entre os cerca de 200 presentes estiveram produtores, técnicos de empresas e autoridades municipais.
“O Dia de Campo é uma das metodologias de maior aceitação pelos agricultores para que novas tecnologias e informações cheguem ao seu alcance ”, falou o chefe do escritório local de Muniz Freire, Leandro Mendel.

Ele disse que a economia de Muniz Freire está baseada na pecuária e na cafeicultura, com destaque para o café arábica. &quot,Nos últimos anos, porém, temos visto um grande aumento no cultivo do café conilon, que até pouco tempo era quase inexpressivo no município e hoje tem cerca de 200 produtores com algum tipo de variedade do conilon plantada, totalizando uma área estimada de mais de 400 hectares, variando entre altitudes de 350 a 700 metros acima do nível do mar&quot,, explicou Leandro.

O Dia de Campo contou com três estações, divididas nos seguintes temas: Tecnologias de implantação de lavouras de café conilon, que teve como palestrante o pesquisador do Incaper, Paulo Sérgio Volpi, que abordou a import&acirc,ncia do preparo do solo, escolha de variedades, mudas, espaçamentos e plantio em linha, Tecnologias de manejo de lavouras de café conilon, ministrada pelo pesquisador do Incaper Abraão Carlos Verdin Filho, que falou sobre calagem, adubação, sistemas de irrigação e a poda programada, e Tecnologias para melhoria da qualidade do café conilon, ministrada pelo extensionista do Incaper, Adilar Viana, que abordou assuntos relacionados à import&acirc,ncia do manejo pós-colheita do café, o mercado atual e futuro para o conilon capixaba.

Fonte: Incaper Foto: http://www.safraes.com.br/site/conteudo.asp?codigo=370





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