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O verão chegou com tudo e as notícias sobre os dias de calor intenso tomam conta dos noticiários. Com a temperatura nas alturas, cada um se vira como pode para se refrescar. Vale usar roupas curtas e mais decotadas, tomar banho de mar, piscinas e lagoas e passar mais tempo em lugares abertos.
O que não pode é descuidar da saúde. Segundo a dermatologista Elisabeth Lima, que atua com ênfase em dermatologia oncológica e doenças autoimunes, reforça uma realidade que passa despercebida por grande parte da população: o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, representando cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

E um dos principais fatores, de acordo com a médica, para esse alto índice é o perfil do clima brasileiro. “Moramos em um país muito ensolarado. A exposição solar irracional, sem fotoproteção adequada, favorece para que o câncer de pele seja o mais frequente”, destaca.
A radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida é o maior gatilho para o surgimento da doença, que atinge desde pessoas que buscam bronzeado até quem se expõe diariamente ao sol no trabalho.
“A radiação solar é como juro na conta atrasada, vai juntando com o passar do tempo. Os danos causados pelo sol na infância e na adolescência se acumulam e podem se manifestar décadas depois, aumentando consideravelmente as chances de câncer de pele”, explica a médica.
Bronzeado é saúde?
Para a dermatologista, a diferença entre saúde e agressão à pele depende da forma como o bronzeado é obtido.
“Tudo depende do seu fototipo, pacientes com pele clara, olhos claros, cabelos claros ou ruivos apresentam fator de risco aumentado. Se o bronzeado é feito cedo, com pouca exposição e com fotoproteção, o risco da ocorrência do câncer de pele é menor. Mas se a exposição solar ocorre em horários de sol intenso e sem fotoproteção, é sim uma agressão. Quando a pele descama depois do bronzeado, significa que aquelas células morreram. É um sinal claro de dano solar”, explica.
Cuidados essenciais que devemos adotar
Viver em um país tropical exige atenção diária à fotoproteção. Elisabeth Lima lista as medidas indispensáveis:
Uso de protetor solar FPS 30 ou mais, todos os dias;
Reaplicar o produto a cada duas horas — hábito que a maioria das pessoas desconhece ou se descuida;
Evitar exposição solar entre 10h e 15h;
Utilizar chapéus, roupas claras, guarda-sol e outras barreiras físicas.





