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Arboreto Botânico do Incaper pesquisa adaptação de espécies florestais há 10 anos no Espírito Santo

Com o objetivo de estudar...

por Redação Conexão Safra

em 17/06/2015 às 0h00

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Com o objetivo de estudar a adaptabilidade de diversas espécies florestais de várias partes do mundo ao ambiente capixaba, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) mantém um Arboreto Botânico na Fazenda Experimental localizada em Jucuruaba, município de Viana. O projeto foi implantado em 2004, por meio de uma parceria do Instituto com a Fibria, Prefeitura Municipal e a Embrapa Florestas.

Atualmente, o arboreto tem 109 espécies florestais de diversos biomas brasileiros, como a Mata Atlântica, Floresta Amazônica e Cerrado, e também de outros países, como a palmeira real, da Austrália, e a Cerejeira, do Japão.

“O objetivo do arboreto é analisar o potencial das espécies florestais para serem inseridas na propriedade rural com finalidades diversas, como preservação ambiental, geração de renda e turismo rural ”, explicou o pesquisador do Incaper, César Pereira Teixeira.

Para Áreas de Preservação Permanente (APP), por exemplo, houve uma boa adaptação do ingá. Para produção madeireira, o paricá foi indicado como alternativa. E para produção de frutos, o açaí.
Além do Arboreto Botânico na Fazenda do Incaper, há outra coleção de espécies para adaptação na Bacia do Rio Itapemirim, no município de Alegre, há oito anos, por meio de uma parceria entre o Incaper, Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), que é o Projeto Floresta Piloto.

“Temos como proposta a implantação de mais 09 florestas neste modelo piloto no Espírito Santo para diversificar os ecossistemas. A ideia é abarcar áreas com terras montanhosas, secas, chuvosas e úmidas ”, falou César.

Dissertação de mestrado da Ufes realiza estudo em Arboreto Botânico

O engenheiro agrônomo do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Jesus Fernando Miranda Barbosa, realizou sua dissertação de mestrado, junto ao Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no Arboreto Botânico do Incaper, sob orientação do chefe da área de pesquisa do Instituto, José Aires Ventura.
“”Realizei estudo da adaptação das espécies com objetivo de selecionar e indicar as mais apropriadas para uso em reflorestamento, seja com finalidade de preservação ambiental (reserva legal e APP) ou com finalidade comercial ”, explicou o engenheiro agrônomo.

Ele disse que buscou avaliar, por exemplo, como as espécies que não são nativas da Mata Atlântica podem ser introduzidas na propriedade. “Avaliei as espécies que conseguiram se desenvolver, as que tiveram boa adaptação e que podem ser introduzidas nas propriedades rurais ”, disse Jesus.

No estudo de Jesus Fernando Miranda Barbosa, das 109 espécies estudadas no Arboreto, entre as espécies nativas e exóticas, 78 mostraram adaptação funcional às condições de solo e clima da região de Viana, podendo ser recomendadas para projetos de recomposição de áreas de reserva legal e de proteção permanente e também em municípios vizinhos que apresentem as mesmas condições ambientais.

Os estudos do engenheiro agrônomo também apontaram o pinho cuiabano, da Amazônia, como uma espécie que se destacou entre as demais em termos de adaptação. “As análises de fluorecência da clorofila, indicaram que a espécie Schizolobium amazonicum, o pinho cuiabano, é uma opção para uso em programas de recomposição de reserva legal e APP na região de estudo, bem como para uso em plantios comerciais, pois se mostrou totalmente adaptada ”.



Fonte: Incaper

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