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,Novo estudo constata benefícios da batata-doce

Um novo estudo realizado em Moçambique...

por Redação Conexão Safra

em 18/06/2015 às 0h00

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,Novo estudo constata que a batata-doce biofortificada de polpa laranja reduz diarreia em em crianças que sofrem de deficiência em vitamina A

Um novo estudo realizado em Moçambique foi capaz de afirmar que a batata-doce biofortificada (polpa alaranjada) reduziu tanto a prevalência quanto a duração de diarreia em crianças. Essa cultivar, popularmente conhecida como batata-abóbora, é convencionalmente melhorada para fornecer mais vitamina A na dieta alimentar. Na África, mais de 40 por cento das crianças menores de cinco anos estão dentro da estimativa de risco em deficiência de vitamina.

A Isso, consequentemente, aumenta as chances de desenvolvimento de sintomas como a diarreia, que é uma das principais causas de mortalidade em crianças, levando mais de 350.000 a falecerem na África a cada ano.

Outros estudos demonstraram que a suplementação de vitamina A reduz a incidência da diarreia infantil, particularmente em crianças subnutridas (deficiência de vitamina A) ou que sofrem de infeções graves. Este trabalho de investigação recentemente publicado é o primeiro a demonstrar que uma abordagem baseada em alimentos agrícolas pode melhorar a saúde de crianças com menos de cinco anos de idade. O estudo revelou que há uma redução de 42 por cento na probabilidade dessas crianças virem a sofrer de diarreia. As crianças com menos de três anos que comeram a batata-doce biofortificada tiveram a diarreia reduzida em mais da metade (52 por cento).

O impacto dessa cultivar não está apenas na redução do sintoma, mas também na sua duração. Todas as crianças que haviam comido batata-doce biofortificada na semana anterior tiveram reduzida a duração de diarreia em mais de 10 por cento (crianças com menos de cinco
anos) e em mais de 25 por cento (crianças com menos de três anos). “”O beta-caroteno presente no alimento é convertido em vitamina A no mesmo dia em que é
ingerido””, diz o Dr. Erick Boy, chefe do departamento de nutrição do HarvestPlus, programa global que visa a melhoraria nutricional e que financiou a pesquisa no campo. “”Esta vitamina A é utilizada pelas células que revestem o intestino para ajudar na criação de uma barreira protetora contra os germes invasores. Estas células são continuamente regeneradas em períodos de poucos dias, significando que as células que foram fragilizadas devido à falta de vitamina A rapidamente são substituídas por células saudáveis, quando existe uma quantidade suficiente desse micronutriente. Note-se que o acesso a água potável e saneamento, a imunização direcionada e o aleitamento materno também são importantes para ajudar a prevenir a diarreia””.

Tal estudo também concluiu que houve um maior impacto na redução da diarreia em crianças com mães instruídas, que são provavelmente mais capazes de compreender os benefícios que a batata-doce biofortificada tem para a saúde, e também de alterar o regime alimentar das crianças.

Crianças que sofrem de deficiência em vitamina A “”Os suplementos de vitamina A e os alimentos ricos em vitamina A, como a batata-doce de polpa alaranjada, podem fornecer vitamina A suficiente. Numa perspectiva de saúde pública, estes são complementares &mdash, individualmente, nenhum é capaz de chegar a todas as crianças que necessitam de vitamina A””, afirma Alan de Brauw, Investigador Principal do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar. “”Mas os suplementos de vitamina A podem ser caros, chegando aos 2,71 dólares por dose. Reduzir essa deficiência a nível global recorrendo apenas a suplementos custaria quase três bilhões de dólares por ano. A utilização desse alimento para fornecer vitamina A representa uma fração desses custos. Tendo em conta a popularidade da batata-doce alaranjada &mdash, as crianças, em especial, adoram o sabor &mdash, pensamos que esta é uma solução sustentável para a melhoria da nutrição e da saúde infantil em muitos países, devidamente complementada pelos suplementos, naturalmente, onde estes
tenham uma boa relação custo-benefício””. ,

Fonte: Embrapa