Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros
O Espírito Santo possui um total de 1,46 milhões de hectares em pastagens, ocupadas por 1,94 milhões de cabeças, considerando leite e corte, o que representa 12% do Valor Bruto da Produção Agropecuária, com R$ 1,11 bilhões por ano, conforme dados fornecidos pelo Incaper.
E diante desses números e do que encontramos no campo, poderíamos dobrar a produção de carne e de leite do Estado ocupando a mesma área, com o uso correto de tecnologias disponíveis e sem aumentar demasiadamente o custo de produção.
Identificamos que o maior desafio é dominar corretamente as tecnologias de processos dentro da propriedade e, com baixo custo, alterar consideravelmente o manejo da fazenda, afetando a produtividade e a rentabilidade do negócio.
Dentre diversas tecnologias de processos, podemos citar duas que basicamente dependem de um conhecimento técnico e profissional para ser implantada, com um custo que é absorvido pelo resultado.
A primeira é a identificação do gado para reconhecimento individual, que pode ser feita com marca a ferro quente, brinco ou chip. A prática possibilita a contagem e a pesagem de cada animal, gerando parâmetros importantes para uma tomada de decisão mais assertiva quanto à suplementação e mudança de pasto, bem como para calcular o aumento ou queda de peso do rebanho e individualmente, e também para o cálculo correto do custo da arroba produzida.
A segunda é verificar a área e a condição da pastagem para definir o manejo, a taxa de lotação, decidir sobre redivisão correta do pasto, determinar o aumento ou diminuição do tempo de descanso da área, e também se existe a necessidade de recuperar ou reformar alguma área.
Veja que a média de ocupação da pastagem do Espirito Santo é em torno de 1 UA/ha, e o pastejo rotacionado, por exemplo, permite trabalhar com 2 UA/ha ou mais, dependendo do nível de manejo e adubação.
Com essas definições corretas e calculadas tem-se o potencial produtivo da fazenda, pois produzir mais ou menos arrobas é diretamente dependente do volume e qualidade de pasto disponível, ou seja, não se pode nem desperdiçar nem tão pouco prejudicar a produção natural do volumoso.
Apenas com esses dois exemplos de tecnologias de processos na propriedade teríamos um aumento de produção muito significativo, já que potencializam o ganho de peso e afetam diretamente a rentabilidade do sistema, aproveitando sempre o melhor que seu pasto pode oferecer aos seus animais e tornando mais assertiva a suplementação.
O mais importante de tudo que foi dito é o produtor entender que um impacto positivo muito grande pode ser gerado sem grande desembolso, apenas direcionando os esforços da equipe no controle, no potencial do pasto e na correta suplementação, e a partir deste controle, evoluir para que ano a ano o rendimento da fazenda seja maior.
*Renata Erler é zootecnista, gestora de agronegócio, e vice-presidente da Associação dos Zootecnistas do Espirito Santo (Azes).
