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A Vittia, que produz fertilizantes e biopesticidas, precificou hoje seu IPO e vai estrear na Bolsa valendo R$ 1,22 bilhão — o quinto IPO do agronegócio este ano. A ação da empresa foi vendida a R$ 8,60, no piso da faixa indicativa que ia até R$10,30.
A operação, que veio depois de duas tentativas frustradas, movimentou R$ 436 milhões. Deste total, cerca de 70% foi uma oferta secundária que deu saída ao fundo de private equity da BRZ, que investiu na empresa em 2014. A Vittia colocou R$ 126 milhões no caixa, incluindo hot issue e greenshoe.
Fundada há 50 anos em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, a Vittia é uma empresa familiar. Os irmãos Wilson e Guilherme Romanini manterão o controle da empresa e permanecerão à frente do negócio. A empresa não vinha dando muita sorte: nas duas tentativas anteriores de IPO — em abril e duas semanas atrás — pegou duas semanas de selloff no mercado e teve que suspender a operação.
Mas o negócio era bem visto pelos investidores e, desta vez, a oferta foi relâmpago: os bancos coordenadores retomaram os contatos com gestores que já tinham olhado a empresa ontem e no início da tarde de hoje já conseguiram fechar o livro, com demanda de três vezes.
A oferta teve esforços restritos de distribuição e as maiores ordens vieram da Verde e Squadra. Os coordenadores foram XP (líder), Itaú BBA e Citi. O Morgan Stanley, que liderou a primeira tentativa, ficou de fora do sindicato.




