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Na manhã da última segunda-feira, 16, representantes da multinacional Eisa – Empresa Interagrícola SA. que atua em atividades de armazenagem, industrialização e rebeneficiamento de café cru em grão, estiveram em Jaguaré. Os diretores apresentaram ao prefeito Marcos Guerra uma carta de intenções para a instalação de uma unidade de produção na região norte do Estado.
O prefeito Marcos Guerra ressaltou que o município está aberto e que não há obstáculo para a instalação de novas empresas em Jaguaré e que, o objetivo é a geração de emprego e renda.
“Estamos trabalhando arduamente para atrair o desenvolvimento com geração de emprego e renda para Jaguaré, em especial para a área do Polo Industrial, tornando realidade esse sonho da população do município. Nós precisamos cuidar e manter o que nós temos. Mas, também, precisamos ampliar as possibilidades e, uma empresa como o Eisa, nos permitirá isso. Estamos preparados para o desenvolvimento em parceria saudável com a Câmara de Vereadores e com o Governo do Estado. Os nossos interesses são sempre transparentes e são para o município, tanto que convidamos a imprensa para fazer parte deste momento”, afirmou o prefeito referindo-se à presença de profissionais de imprensa na reunião.
O investimento
O investimento total para implantação do projeto é de aproximadamente cento e oitenta milhões de reais. Esse valor contempla a construção do armazém, infraestrutura, compra e instalação de maquinas e equipamentos. A Eisa estima a criação de 120 empregos diretos com a implantação do empreendimento e início das operações, com média salarial bruta estimada em R$1,800,00. Estudos mostram que, nesses casos, um emprego direto gera pelo menos 3 empregos indiretos podendo, nesse caso alcançar a geração de mais 360 empregos para prestadores de serviços de oficinas, de siderúrgica, mecânica, entre outros.

O diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, destacou que Jaguaré apresenta condições excepcionais para a implantação da empresa. Entre elas o bom ambiente político vivido no momento, com boas relações com o Governo do Estado e a Câmara Municipal.
“Encontramos um ambiente muito sadio com alinhamento entre o Executivo e o Legislativo para a instalação de um investimento de cerca de 30 milhões de dólares na primeira fase. Trata-se do processamento do café conilon com a descafeinização do grão. E Jaguaré é o maior produtor de café conilon do Estado do Espírito Santo, que também produz cafés lavados, os arábicas das regiões serranas, e um bom café natural, além do conilon, ou seja, os três ingredientes que compõem o blend, o Estado produz. Vamos trabalhar com o comércio exterior com venda para vários países, além da venda da cafeína natural para a indústria de cosméticos. E vamos fazer isso com um critério de sustentabilidade muito forte”, destacou.
Estrutura
No projeto de instalação da unidade da multinacional, a Eisa planeja instalar um armazém para recebimento, armazenagem e rebeneficiamento de café cru em grãos e uma unidade para processos industriais no segmento de café verde. A capacidade inicial seria para armazenagem de 700 mil sacas de café cru em grãos.
O rebeneficiamento será efetuado com máquinas de pré-limpeza, catadoras de resíduos, densimétricas, classificadoras e selecionadoras eletrônicas de grãos. Na área industrial serão utilizados tanques extratores, secadores e decantadores.
A Eisa é parte de uma multinacional, a Ecom, uma empresa agroindustrial de 180 anos, que atua no comércio de commodities e gestão de cadeia de suprimentos sustentável.
Opera em 35 países produtores em todo o mundo e concentra a produção principalmente em café, algodão e cacau, além de participar de outros mercados de produtos agrícolas selecionados. A empresa figura entre os maiores comerciantes de café, está entre os quatro maiores comerciantes de cacau e os 5 maiores comerciantes internacionais de algodão.




