Mercado externo

Exportações de frutas brasileiras alcançam recorde no 1º trimestre

De acordo com dados do Comex Stat, no acumulado do 1º trimestre do ano, as exportações de frutas brasileiras alcançaram novo recorde, tanto em receita quanto em volume. A quantidade total de frutas destinadas ao mercado externo cresceu 28% no comparativo com o mesmo período de 2024, chegando a 286 mil toneladas. Do ponto de vista da receita, os valores ultrapassaram 272 milhões de […]

Foto: Divulgação/freepik.com

De acordo com dados do Comex Stat, no acumulado do 1º trimestre do ano, as exportações de frutas brasileiras alcançaram novo recorde, tanto em receita quanto em volume. A quantidade total de frutas destinadas ao mercado externo cresceu 28% no comparativo com o mesmo período de 2024, chegando a 286 mil toneladas. Do ponto de vista da receita, os valores ultrapassaram 272 milhões de dólares (FOB), 7% a mais. Esses números são os maiores de toda a série histórica de dados do Comex Stat, iniciada em 1997. Os envios aquecidos ao exterior foram puxados principalmente pelas exportações de melões e melancias, que cresceram respectivos 25% e 60% no 1º trimestre do ano frente ao mesmo período de 2024. Além dos bons resultados destas duas frutas frente aos entraves produtivos na América Central e demanda europeia aquecida no início do ano vale destacar o desempenho também dos limões e limas no período.

De fato, as frutas cítricas apresentaram embarques 20% superiores no mesmo comparativo (janeiro a março). Além das frutas citadas, as exportações de mangas, bananas e mamões também somaram bons números que, juntas, representaram quase 25% de todo o volume de frutas nacionais exportadas no período. Dessa forma, por mais que ainda seja cedo para se afirmar sobre um possível novo recorde nas exportações brasileiras no balanço de 2025, a tendência é de que o setor apresente resultados bastante positivos nos meses seguintes. Neste sentido, as perspectivas iniciais são de aumento no volume exportado das frutas do Nordeste, especialmente de manga e uva no 2º semestre, potencializando o bom cenário das exportações brasileiras.