Mais lidas 🔥

Mudanças chegando!
Fenômeno El Niño pode se formar no inverno de 2026; saiba como ficará o clima no Brasil

Temporal e prejuízos
Produtores de Linhares e Sooretama tentam salvar lavouras após fortes chuvas

Previsão do tempo
Domingo segue com chuva passageira e leve alta das temperaturas no Espírito Santo

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de janeiro

Importação e custo de produção
Morango importado abaixo do custo de produção ameaça renda de produtores no ES

Com a diminuição dos turistas nos sítios e fazendas por conta da pandemia da Covid-19, o agroturismo de Venda Nova do Imigrante, região serrana do Espírito Santo, sobrevive à crise com uma “mãozinha ” da Grande Vitória.
O comércio de alimentos da região metropolitana capixaba manteve os pedidos de antepastos, queijos e socol neste período. No entanto, a ponte comercial não abrange todas as agroindústrias da “Capital Nacional do Agroturismo ”. Nem todos os 44 empreendimentos estão legalizados para vender fora dos limites municipais.
O Sítio Lorenção realiza entregas de antepastos e socol semanalmente em redes de supermercados e delicatessens da capital e do Norte do Estado. Segundo o produtor Ednes José Lorenção, o movimento nos comércios revendedores caiu cerca de 30%.
Apesar dos pedidos e da abertura de novos mercados no Estado do Rio de Janeiro, a margem de lucro ainda não se compara com as vendas diretas na lojinha da propriedade rural, onde a produção diminuiu 60% desde o início da pandemia, avalia Lorenção.
“Não é todo empreendimento que pode fazer vendas fora do município. Comercializamos socol há doze anos com o Estado inteiro e, a reboque dele, os antepastos, com autorização para vender em todo o Brasil. Não estou fazendo preço cheio para revendedor como o praticado na lojinha, mas é o que está nos mantendo. O que é importante mesmo é o atendimento na propriedade ”, afirma o produtor, que toca o empreendimento familiar juntamente com a mulher, Dete Lorenzoni, e os filhos, Graccieli e Bernardo.
.jpg)
Aumento de encomendas de queijo fino
“Se a gente não pode receber em casa, entrega diretamente aos clientes ”.
Assim define o queijeiro italiano Amedeo Mazzocco o reposicionamento dos negócios desde o início da Covid-19 com os queijos Orolatte, na localidade de São José do Alto Viçosa, zona rural de Venda Nova.
Há quatro anos, Mazzocco sai de carro para entregar queijos na capital uma vez por semana. De acordo com ele, os pedidos aumentaram 100% durante a pandemia.
“Março e abril foram meses ruins, mas maio melhorou. Tenho recebido em torno de 40 pedidos por semana em Vitória e Vila Velha, além de atender clientes de Castelo e Vargem Alta, sempre reforçando os contatos no início da semana para garantir as vendas. Se não tivesse a cidade, a gente estava morto ”, diz o queijeiro.





