Mais lidas 🔥

Mudança no tempo
Frente fria e ar polar trazem queda de temperatura ao Sul e Sudeste

Fruticultura
Abacaxi fluminense impulsiona a fruticultura e fortalece a agricultura familiar

Agricultura Capixaba
Cacau em Conceição do Castelo: 3 mil mudas entregues a produtores

Preservação ambiental
Conceição da Barra: peixe Mero será oficialmente patrimônio natural local

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 09 de março

A Cooperativa Agropecuária Centro-Serrana (Coopeavi) comprou 10,97% a mais de sacas de cafés especiais em 2016, comparado com o ano anterior. O percentual representa 4.408 sacas de um total de 23.300 sacas de grãos altamente selecionados das variedades arábica e conilon.
Os resultados na cafeicultura e em outras atividades da Coopeavi foram apresentados pela diretoria da Coopeavi durante sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), neste sábado (25), no ginásio de esportes de Santa Maria de Jetibá, na região serrana capixaba. Cerca de 1.250 pessoas, sendo 860 cooperados, participaram do evento que, além de prestar contas, elegeu novo Conselho Fiscal, mostrou a evolução dos negócios e anunciou investimentos para os próximos meses.
A compra de cafés finos é um divisor nos negócios da cooperativa, uma vez que a forte crise hídrica dos últimos três anos fez a produção agropecuária acumular perdas econômicas inimagináveis. Conforme relatório divulgado na Assembleia, a Coopeavi comercializou 140.580 sacas no ano passado, sendo 16,57% de sacas de cafés especiais.
A possibilidade de alcançar preços acima do que é pago pelo mercado convencional cafeeiro é um chamariz para os cafeicultores ligados à Coopeavi. Produtores de Santa Maria de Jetibá, Itarana, Itaguaçu, Vargem Alta, Santa Teresa, Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante, Castelo e outros municípios vêm investindo cada vez mais em cafés finos, nas variedades arábica e conilon, com melhoria da qualidade de vida e da credibilidade no cooperativismo.
A diretoria da Coopeavi afirma estar preparando a cooperativa para um novo ciclo de crescimento no pós-crise, sempre em busca de equilíbrio para manter o trabalho com qualidade e economicamente viável e com a credibilidade do cooperado para continuar a figurar como uma das 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro.
“A busca neste momento é fazer mais com menos. Por isso, gostaríamos de agradecer ao nosso cooperado que continuou firme, fazendo negócios com a nossa cooperativa e acreditando no nosso trabalho ”, declara o presidente da Coopeavi, Arno Potratz.
Destaque na avicultura e cafeicultura
Mesmo com todo o cenário conturbado, a Coopeavi continuou a investir para fortalecer as cadeias da avicultura e da cafeicultura. Em julho, a cooperativa foi destaque com a inauguração do primeiro Condomínio Avícola para produção de ovos do país e, em outubro, arrendou um galpão para armazenar cafés em Caratinga (MG), uma demanda antiga dos cooperados do Estado mineiro.
Quarto maior varejista do Espírito Santo- de acordo com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), a Coopeavi teve um aumento de 8,07% no faturamento bruto desde 2014 na venda de produtos agropecuários. Em 2016, esse faturamento foi de R$ 211,4 milhões em todas as 20 lojas da cooperativa.
Outro dado relevante é o aumento em 6,06% do número de cooperados. Com a chegada de 651 novos produtores, a família Coopeavi passa a ter em seu quadro social 11.380 associados. Graças aos cooperados, o capital social da Coopeavi cresceu 8,1% desde 2014 e já soma R$ 21,2 milhões.
O ano de 2016 também marcou o melhor resultado dos últimos três anos no Ebtida. Com aumento de 20%, trata-se de um indicador financeiro que representa quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, sem contar impostos e outros efeitos financeiros.
Para o ano em curso, a cooperativa prevê investimentos na ordem de mais de R$ 2 milhões, entre eles reformas nas duas fábricas de ração, climatização do armazém de café de Vila Valério e construção do segundo galpão do Condomínio Avícola.





