Qual a diferença entre café tradicional, gourmet e especial?

Além da espécie dos grãos, fatores como altitude da plantação e tempo de torra interferem na qualidade final da bebida – do aroma à doçura e acidez

Embora o Brasil seja o
maior exportador mundial de café
e o
segundo país que mais consome
a bebida, poucas pessoas saberiam explicar as diferenças entre o tradicional cafezinho preto da padaria e uma xícara preparada com
grãos especiais
moídos na hora. Dezenas de detalhes ao longo do processo – região de cultivo, cuidados pós-colheita, torra – interferem na qualidade final e são responsáveis pelas características sensoriais como aroma, doçura e acidez.

Café Tradicional

Produzido em larga escala e vendido a preços inferiores, o café tradicional não passa por uma seleção rigorosa. Geralmente é composto por grãos conilon da espécie Robusta ou uma mistura entre Robusta e Arábica, mas com alta incidência de defeitos e impurezas que alteram o sabor. Para disfarçar essas imperfeições, o café passa por uma torra bastante escura e uma moagem bem fina. Entendeu o motivo daquele gosto amargo intenso que só muitas colheres de açúcar ou adoçante atenuam?

Café Gourmet

O termo é uma categoria de classificação de café torrado e moído criado pela
Associação Brasileira da Indústria de Café
(ABIC). Feito apenas a partir da espécie Arábica, considerada mais nobre, o café Gourmet tem qualidade superior ao tradicional também por causa de especificidades nas etapas de produção &ndash, como menor tempo de torra, preservando o açúcar natural do grão. Uma borra de café muito escura (quase preta), por exemplo, costuma ser sinal de café amargo.