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A seca severa que ocorreu no ES de 2014 a início de 2017 foi desfavorável à ocorrência de diversas pragas na cultura do cafeeiro. As condições climáticas adversas fizeram com que as baixas populações de broca do café, broca da haste e cochonilha da roseta não despertassem maiores cuidados dos produtores. Alguns casos esporádicos de ataque de
ácaro vermelho foram registrados por ser praga favorecida pela condição climática que se apresentava: altas temperaturas e baixa umidade.
Com a ocorrência de condições favoráveis ao aumento da população da broca dos frutos ou broca do café, destacando-se a renovação de lavouras, regularização das chuvas e aumento da produção, neste ano observa-se uma grande população inicial infestando os frutos da próxima safra de conilon na região norte do Espírito Santo.
Acrescente-se ainda a questão de lavouras abandonadas ou talhões pouco produtivos que não foram colhidos na safra passada, e a ocorrência de chuvas acima da média nos meses considerados de seca (maio a agosto) deste ano, favoreceram a população de broca aumentar muito nos frutos remanescentes da colheita passada e está migrando (a chamada “época de trânsito ”, em que a broca abandona os frutos em que se desenvolveu e procura frutos novos para se multiplicar) para os frutos que estão se formando agora nos cafeeiros e serão a próxima safra, a ser colhida a partir de maio/19.
Muitos produtores e técnicos já perceberam nos frutos mais desenvolvidos, resultantes das primeiras floradas, uma alta incidência de ataque de broca. Apesar da sequência de dias chuvosos que ocorreram e que estão previstos para ocorrer agora nas primeiras semanas de novembro, este seria o momento adequado para efetuar o controle químico, após monitoramento das lavouras e constatação da presença de brocas em 2 a 3 % dos frutos mais desenvolvidos. Ressaltando que tão importante quanto o produto escolhido para o controle (existem vários inseticidas registrados para o controle dessa praga que podem ser recomendados por um engenheiro agrônomo) é o momento da aplicação e a boa qualidade da prática utilizando-se os critérios adequados de tecnologia de aplicação de defensivos.
Cesar José Fanton, Engenheiro Agrônomo, D.Sc. Entomologia
Renan Batista Queiroz, Engenheiro Agrônomo, D.Sc. Entomologia
(*Fonte: Incaper)





