Artigo

Desenvolvimento socioeconômico com pesquisa e extensão rural

por Franco Fiorot

em 17/11/2023 às 10h49

4 min de leitura

Desenvolvimento socioeconômico com pesquisa e extensão rural

O avanço da agricultura capixaba, em cada canto do Espírito Santo, sobretudo nas propriedades de base familiar, tem colaboração direta da pesquisa, assistência técnica e extensão rural. A revolução na produtividade agrícola no Estado foi conquistada, em especial, com genética e manejo adequado na lavoura, fruto da entrega de conhecimento de profissionais aos agricultores que aderiram a tais tecnologias com muita maestria. Exemplo clássico é o do café conilon, principal produto da economia rural capixaba, que teve indicadores de produtividade com crescimento significativo, possibilitando maior geração de renda no campo.

A diversificação agrícola com a fruticultura e olerícolas, proporcionando mais rentabilidade em terras capixabas, também tem muita pesquisa e assistência técnica pública. E o desenvolvimento social por meio da melhoria dos índices econômicos e com o fortalecimento do associativismo, por exemplo, está diretamente ligado à extensão rural promovida no interior do Estado.

O Espírito Santo é referência no agro brasileiro liderando, atualmente, a produção em várias atividades agropecuárias, mesmo com território pequeno; exemplo em qualidade de seus produtos exportados para mais de 100 países; e modelo em sustentabilidade, conciliando produção e conservação de recursos naturais. O patamar alcançado nos dias atuais faz relembrar a história com o início da trajetória do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) no âmbito do sistema agrícola estadual, que tem como marco a criação da Associação de Crédito e Assistência Rural do Espírito Santo (Acares), em 16 de novembro de 1956. A entidade tinha como objetivo elevar o nível de vida do agricultor com a ajuda do crédito rural supervisionado para aumentar a produção rural.

Nas décadas seguintes à criação da Acares, com a intensificação da agricultura, crescimento populacional e abertura para o mercado externo, evidencia-se a necessidade de investimentos em pesquisas agropecuárias e transferência de tecnologia no campo. Outras instituições foram criadas no Estado. Empresas de Pesquisa, de Pecuária, de Assistência Técnica e Extensão Rural, até a fusão final, em 1999, com a criação da Empresa Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Emcaper), que, no ano seguinte, tornou-se autarquia, dando origem ao Incaper. O instituto herdou toda a história, trajetória, experiência e credibilidade conquistadas através da dedicação de seus profissionais que, ao longo deste período, atuaram no âmbito da pesquisa e extensão rural no Estado do Espírito Santo.

Tudo isso proporcionou muito desenvolvimento econômico e social em várias regiões. Os desafios desta agricultura dinâmica continuam e, por isso, a instituição trabalha para atualizar seu planejamento e intensificar suas ações, em parceria com os produtores rurais, as instituições do setor rural, públicas e privadas, que surgiram na linha histórica unindo forças à missão de levar conhecimento aos integrantes da cadeia produtiva do agro capixaba.

O compromisso dos servidores nas atribuições diárias está visível nos resultados alcançados que refletem positivamente em toda sociedade. A modernização do agro e os novos desafios no campo exigem uma atuação eficiente conectada com as novas demandas. O planejamento atual do instituto, seguindo as diretrizes do Governo do Estado, reforçará a estrutura para o trabalho de pesquisadores e extensionistas continuar sendo transformador no rural capixaba.

O Espírito Santo tem orgulho da agricultura e do Incaper.

*Franco Fiorot é diretor presidente do Incaper

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