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Uma iniciativa do Grupo de Pesquisa com Abelhas da Unoeste (Unobee) visa a produção de abelhas rainhas africanizadas (Apis mellifera). “O nosso objetivo principal é produzir rainhas de colmeias boas e, futuramente, conseguir inseminá-las com sêmen de zangões selecionados. Desta forma, estaremos garantindo uma produção muito mais rentável ao produtor”, explica a coordenadora do grupo, Dra. Ana Paula Nunes Zago Oliveira.
Ela comenta que estão envolvidos acadêmicos dos cursos de Ciências Biológicas e de Zootecnia da universidade. “Uma rainha só, sem ser fecundada, custa em torno de R$ 25. Mas o interessante é trabalhar com rainhas inseminadas de zangões que têm um sêmen bom. Nesse caso, dependendo do tipo da linhagem, tem rainha que custa até R$ 12 mil. O que é interessante até para o mercado de produção.
Para essa iniciativa, no setor de apicultura da Unoeste existem, atualmente, 14 matrizes de 5 colmeias filhas das matrizes. “O projeto de produção de rainhas Apis mellifera consiste em retirar larvas de favos de cria da colmeia com 24 horas de idade e introduzi-las em cúpulas produzidas em cera, com auxílio de um coletor de larvas. Essas cúpulas já com as larvas alimentadas voltam para a colmeia para que as abelhas nutrizes às alimentem com releia real e continuem o ciclo, construindo as realeiras. Após a enxertia das larvas, são contados em torno de 10 dias e essas realeiras são retiradas e levadas ao laboratório para nascer em estufa com temperatura e umidade controlada”, explica Ana Paula.
A professora destaca que, ao nascer, é aferida as medidas e o peso das princesas, onde serão selecionadas as maiores e mais pesadas. “Esses parâmetros estão ligados diretamente à produção e proliferação de indivíduos na colônia. Somente após a fecundação serão chamadas de rainhas. Todo o ciclo é programado desde o dia da enxertia das larvas até o nascimento das princesas para a obtenção de dados precisos”.
Ana Paula salienta que essa proposta é inédita na região e pode contribuir com o setor de apicultura. “Com essa iniciativa podemos ajudar e incentivar os apicultores e quem quer seguir nesse segmento, visando uma melhor produção em seus apiários, já que rainhas boas produzem crias boas. Além disso, queremos promover a conscientização da população sobre a importância das abelhas para a polinização de diferentes culturas, consorciando a apicultura e a agricultura orgânica”.
Para os acadêmicos envolvidos, além da experiência prática, eles aprendem a importância desses insetos polinizadores para o meio ambiente. “Eles também desenvolvem importantes habilidades como o trabalho em equipe e adquirem conhecimentos que podem contribuir com a atuação nessa área que é uma opção de carreira”.




