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Há quem ainda pense que a busca por sustentabilidade ambiental nos processos econômicos não passa de tendência passageira; uma espécie de moda que logo será substituída por outra. Mas não é assim. De acordo com a definição estabelecida na Agenda 21 – documento aprovado pela ONU para orientar o planejamento mundial nas próximas décadas – sustentabilidade ambiental é a relação equilibrada entre padrões de consumo energético e produção. Ou seja, é o uso responsável dos recursos naturais, para garantir que eles não se esgotem e possam ser aproveitados pelas próximas gerações. E nesse contexto, a agroindústria adquire importância cada vez maior.

Desde que o termo sustentabilidade se tornou corrente, no início dos anos 1970, assistimos a verdadeira revolução no campo. O uso intensivo de tecnologia permitiu ganhos de produtividade impensáveis no século passado. Planta-se e colhe-se mais em áreas menores, os produtos agropecuários têm qualidade controlada e o mercado internacional amplia as exigências de redução dos impactos ambientais nas áreas de produção. É claro que ainda vemos florestas devastadas para a implantação de projetos agroindustriais. Assim como continuamos enfrentando ameaças de esgotamento dos nossos recursos hídricos. Mas a manutenção de práticas predatórias no meio rural já pode ser considerada apenas o estertor de uma visão arcaica e improdutiva.
É assim que encaramos o agronegócio no Espírito Santo. E foi com base nessa compreensão que tornamos realidade uma série de projetos e programas destinados a apoiar o desenvolvimento sustentável da agroindústria capixaba. É o caso, por exemplo, do Reflorestar, programa considerado referência nacional, que já garantiu a recuperação de dez mil hectares de florestas e a preservação da mata nativa em área correspondente. E é também o caso do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem, que está nos permitindo investir mais de R$ 1,2 bilhão em projetos de saneamento e meio ambiente, em parceria com o Banco Mundial.
Somos o único estado brasileiro a ter 100% dos municípios responsáveis pelo licenciamento ambiental em seus respectivos territórios, e assumimos o primeiro lugar nacional na destinação de resíduos sólidos. Com o Programa Estadual de Conservação e Revitalização de Bacias Hidrográficas, estamos levando saneamento rural e controle das atividades geradoras de sedimentos a mais de trezentas propriedades. E com a implantação do Fórum Capixaba de Mudanças Climáticas, inauguramos uma instância democrática para o desenvolvimento de soluções ambientais e o incentivo aos empreendimentos que adotarem tecnologias e energias limpas.
Assim, integrando agropecuária e indústria, campo e cidade, construímos bases sólidas para colocar de vez o Espírito Santo na direção do futuro. Um futuro no qual o agronegócio capixaba semeie práticas sustentáveis, para colher mais competitividade, valor agregado e desenvolvimento econômico e social. Afinal, sustentabilidade é pensar não apenas no amanhã da economia, mas também e principalmente na qualidade e continuidade da vida em nosso planeta. É gerar e distribuir lucros e riquezas de modo mais justo e equilibrado, sem comprometer as necessidades de hoje e as perspectivas das gerações futuras. É para isso que estamos trabalhando, com o apoio e a participação dos produtores rurais, dos empreendedores industriais e de toda a sociedade capixaba.
Renato Casagrande
Governador do Estado do Espírito Santo




