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O Governo do Piauí decretou, na terça-feira (6), Estado de Emergência Zoossanitária em todo o território estadual pelo prazo de 180 dias, após a confirmação de um caso de Peste Suína Clássica (PSC) no município de Porto, no Norte do estado. A decisão tem como objetivo reforçar as ações de vigilância, controle e erradicação da doença, considerada altamente contagiosa entre suínos e com elevado potencial de impacto econômico.
As medidas estão sendo conduzidas pela Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), que seguem protocolos técnicos definidos para conter a disseminação do agente viral e garantir a segurança sanitária da suinocultura piauiense.
Com o decreto, a movimentação de suínos vivos e de produtos considerados de risco passa a obedecer a normas e procedimentos específicos nas áreas abrangidas pela emergência. As regras incluem restrições sanitárias, fiscalização intensificada e operações de campo coordenadas por equipes técnicas, com foco na interrupção das cadeias de transmissão do vírus.
Peste suína e notificação
A Sada alerta os produtores para a importância da comunicação imediata de qualquer sinal clínico suspeito nos animais. Segundo a pasta, a omissão de informações configura crime e pode resultar em multas e outras penalidades. Em casos de confirmação da doença, os criadores têm direito ao ressarcimento previsto na legislação sanitária.
Cabe à Adapi a aquisição de insumos e a execução das ações sanitárias necessárias, fortalecendo a capacidade de resposta do Estado diante da emergência. As autoridades destacam que as medidas adotadas seguem protocolos rigorosos de defesa agropecuária, com apoio de equipes especializadas, visando proteger o rebanho suíno, preservar a atividade produtiva e manter o status sanitário do Piauí.
Saiba mais sobre a doença
A peste suína clássica (PSC) é uma doença viral altamente contagiosa que afeta apenas suínos, sejam silvestres, asselvajados, de subsistência ou criados para fins industriais. As informações são da Embrapa.
A PSC não oferece risco para a saúde humana. A doença pode causar febre, manchas na pele, falta de apetite e até a morte dos animais. A transmissão ocorre pelo contato entre suínos doentes, secreções e objetos contaminados.
A PSC é grave porque traz grandes prejuízos à produção e pode gerar barreiras ao comércio de carne suína. Por isso, é considerada uma doença de notificação obrigatória e exige atenção constante das autoridades e produtores.
Os sintomas da Peste Suína (Clássica ou Africana) incluem febre alta, apatia, falta de apetite, manchas avermelhadas/cianóticas na pele (especialmente orelhas e extremidades), vômitos, diarreia (às vezes com sangue), conjuntivite, problemas respiratórios (tosse), descoordenação motora (ataxia), abortos, natimortos, e alta mortalidade, com leitões nascendo fracos ou com tremores.





