Mais lidas 🔥

Clima e planejamento agrícola
Onde vai faltar chuva e onde pode chover demais no Brasil até março de 2026

Artigo
Agro em risco: o avanço chinês sobre terras brasileiras acende alerta vermelho

#TBTconexãosafra
Na terra da pecuária, o café se torna rei

Comércio internacional
O que muda para o café brasileiro com o acordo entre Mercosul e União Europeia

Tempo severo
Espírito Santo tem 45 cidades em alerta máximo para chuvas fortes; veja a lista

As projeções para o início de 2026 indicam um cenário de atenção para os produtores de mamão do Norte do Espírito Santo. Assim como ocorreu no começo de 2025, quando a elevada umidade comprometeu a produção e dificultou a colheita, os primeiros meses do próximo ano devem repetir o padrão. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam a possibilidade de chuvas acima da média histórica em janeiro, condição que tende a impactar diretamente a qualidade das frutas colhidas no período.
Além de afetar o desenvolvimento final dos frutos, o excesso de precipitações também pode prejudicar o florescimento dos mamoeiros, reduzindo a oferta ao longo dos meses seguintes. Entre setembro e outubro, a região já havia registrado volumes de chuva superiores ao esperado, o que segue limitando a qualidade dos mamões disponíveis no mercado capixaba.
Contudo, mesmo com a possibilidade de menor oferta resultar em preços mais favoráveis, o setor não projeta ganhos expressivos. A expectativa de queda nos rendimentos médios, somada ao aumento dos custos de produção — sobretudo pela necessidade de intensificar aplicações para controle de problemas fúngicos — pode comprimir as margens dos mamocultores ao longo de 2026.
Diante desse cenário, a orientação é de cautela, especialmente para os produtores que iniciarão o ano com menor capitalização. A previsão de maior volume de chuvas indica que investimentos adicionais em manejo fitossanitário podem ser indispensáveis para mitigar perdas e garantir o abastecimento.





