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O pasto ainda é o melhor e mais barato alimento para o rebanho bovino. Mas nem sempre ele está disponível. Em tempos de seca, por exemplo, os animais precisam de uma alternativa viável nutricional e econômica para manterem a produtividade de leite. Aí entram as pesquisas com as chamadas plantas forrageiras: o milho e a cana-de-açúcar.
“O produtor, na seca, sabe que a produção de leite cai muito. E ele precisa manter algum alimento alternativo para o rebanho. E a cana-de-açúcar com ureia suplementa muito bem e cumprem esse papel. Evita o aumento da compra de ração, que encarece a produção. A cana é a salvação”, explica Arivaldo Viana, pesquisador da Pesagro.
Na Pesagro, há dois projetos relacionados à cana forrageira. Um deles é de introdução e avaliação de novas variedades da planta. Com a detecção de um material genético melhor do que o outro, ele é multiplicado.
“Selecionamos alguns produtores das principais bacias leiteiras do Estado e faremos a unidade de multiplicação de materiais genéticos. Esse produtor recebe as mudas para a multiplicação e é custeado. Do total produzido, 25% são destinados a outros produtores e ele fica com o restante”, explica Viana, avaliando que quando o trabalho foi desenvolvido pela primeira vez, há mais de duas décadas, na Região Serrana Fluminense, eram duas propriedades e hoje, mais de 50% dos municípios já fazem esse trabalho.
De acordo com a zootecnista com mestrado em alimentação e nutrição de ruminantes e pesquisadora da Pesagro, Rosane Scatanbullo Ivieire Fajardo, tanto a cana quanto o milho são duas forrageiras importantes. O milho entra na composição dos concentrados, mas também pode ser fornecido inteiro, o pé com a espiga, tornando-se um alimento volumoso.
“Uma vaca que está produzindo leite precisa do volumoso e do concentrado, pois há exigência nutricional muito alta. Uma vaca seca, por outro lado, consegue se manter só com o volumoso”.
Em relação ao milho, há uma série de variedades que podem ser destinadas à alimentação animal como forrageiras. Todos os anos passa por melhoramento genético para produtividade e resistência a pragas e doenças. E essa suplementação faz toda a diferença. “Mantém a produção de leite e o crescimento e ganho de peso em animais jovens. A produção de leite cai na metade sem a suplementação volumosa. Então é uma tecnologia que precisa ser difundida”, explica.





