Mais lidas 🔥

Previsão do tempo
Primeiras ondas de frio do outono devem chegar entre maio e junho

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 09 de março

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Entre moquecas e balões: o Espírito Santo que inspira

Alerta de chuva
Espírito Santo inteiro entra em alerta de perigo para chuvas intensas

Mercado do café
Conflito no Oriente Médio volta a elevar preço do café

Irrigar bem não é simplesmente “ligar a bomba quando achar que precisa”. A agricultura moderna exige cálculo, precisão e entendimento de cada detalhe que influencia a necessidade hídrica das plantas. No sistema de gotejamento, isso significa transformar informações básicas — como solo, clima, cultura e características dos emissores — em dados concretos que orientam quando irrigar, por quanto tempo e em que quantidade. O resultado é economia de água e energia, com ganhos expressivos de produtividade.
O engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações — primeira revenda Netafim do Brasil —, lembra que cada gota deve ter destino certo.
“Quando o produtor entende que irrigação é ciência e não improviso, ele percebe que pode produzir mais gastando menos recursos”, afirma.
A seguir, cinco passos mostram como a matemática da irrigação eficiente transforma o campo:
1. Tipo de solo
O solo funciona como um reservatório natural, e cada textura reage de forma distinta. Solos argilosos retêm mais água, enquanto os arenosos perdem rapidamente por infiltração.
“Saber essas diferenças é fundamental para ajustar a intensidade da irrigação, evitando escorrimento superficial ou infiltrações excessivas, o que reduz drasticamente o desperdício”, destaca Torezani.
2. Clima da região
A evapotranspiração varia conforme temperatura, vento e umidade do ar, influenciando diretamente a demanda hídrica da planta.
“Se o clima não é considerado, o produtor corre o risco de irrigar de menos em períodos quentes ou de mais em épocas chuvosas”, complementa o engenheiro.
3. Cultura cultivada
Cada cultura apresenta necessidades hídricas específicas em cada fase do ciclo produtivo.
“Do plantio à colheita, a demanda de água muda constantemente. Respeitar o comportamento da cultura garante desenvolvimento equilibrado e produtividade máxima”, observa Torezani.
4. Vazão dos gotejadores
Nos sistemas de gotejamento, a vazão de cada emissor e o espaçamento entre eles são dados centrais para o cálculo do tempo de irrigação.
“É isso que assegura a precisão na entrega da água onde realmente acontece a absorção pelas raízes das plantas”, explica o diretor da Hydra.
5. Frequência e tempo de irrigação
Com todas as variáveis combinadas, o produtor chega ao ciclo ideal: quantas vezes irrigar e por quanto tempo manter o sistema ligado.
“Esse equilíbrio é o que garante precisão, economia e mais produtividade no campo”, conclui Torezani.
Em tempos de recursos cada vez mais escassos, a irrigação eficiente deixa de ser um diferencial e se torna condição essencial para a sustentabilidade e competitividade do agro brasileiro.





