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Qual o papel dos extensionistas rurais na construção da igualdade de gênero na agricultura familiar? Para responder a essa pergunta, umestudofoi feito nas unidades do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) dos municípios de Linhares, Rio Bananal e Sooretama.
Os resultados desse estudo encontram-se no artigo escrito pela extensionista do Incaper, Alessandra Maria da Silva, denominado “Extensão rural e construção da equidade de gênero: limites e possibilidades ”, acessível na Biblioteca Rui Tendinha.
“A extensão rural no Brasil privilegiou a difusão tecnológica de práticas intensivas de produção, ampliando as desigualdades socioeconômicas no meio rural, especialmente as relacionadas ao gênero. Trata-se de uma atividade que contribuiu para a segregação das funções no espaço rural ao não favorecer o acesso ao conhecimento técnico-gerencial, assim como o desenvolvimento das capacidades das agricultoras enquanto sujeito produtivo na unidade familiar agrícola, mantendo a visibilidade do trabalho feminino exclusivamente para as atividades domésticas ”, explicou a extensionista.
Alessandra Maria ressaltou que para compreender como os extensionistas rurais do Incaper entendem o seu papel quanto à construção da equidade de gênero na agricultura familiar, aplicaram-se roteiros de entrevistas semiestruturadas para dez agentes de extensão em desenvolvimento rural, servidores da instituição oficial de Ater daqueles municípios.
“Os extensionistas apresentaram-se naturalizados com as desigualdades de gênero, não desenvolvendo ações que incentivam a participação feminina nas políticas públicas. Mudanças nos paradigmas de gênero arraigados à extensão rural devem ser estimuladas, tanto na academia quanto nas instituições de Ater, com o propósito de se efetivar a participação feminina nas políticas públicas para a agricultura familiar ”, lembrou Alessandra Maria.




