Mudança no tempo

Frente fria e ar polar trazem queda de temperatura ao Sul e Sudeste

Frente fria associada a ciclone extratropical traz chuva forte, ventos e queda de temperatura no Sul e Sudeste, segundo o Instituto Climatempo

Frente Fria no Brasil janeiro de 2026

Uma nova frente fria deve provocar mudanças significativas no tempo no Brasil na segunda semana de março. Segundo análise do Instituto Climatempo, o sistema chega com intensidade acima do normal para esta época do ano e deve causar queda de temperatura, aumento da chuva e mar agitado em áreas do Sul e do Sudeste.

De acordo com a meteorologista Josélia Pegorim, do Instituto Climatempo, a frente fria está associada a um ciclone extratropical que permanece em alto-mar. Apesar de não atingir diretamente o continente, os ventos gerados pelo sistema devem influenciar as condições do mar e favorecer a formação de chuva em diversas áreas.

O avanço da frente fria também está ligado à chegada de uma massa de ar frio de origem polar. Embora o núcleo mais intenso do ar frio atue principalmente sobre o leste da Argentina e o Uruguai, sua extensão deve influenciar o clima no Sul e no Sudeste do Brasil.

Com isso, ventos marítimos moderados a fortes devem transportar umidade para o continente, favorecendo a formação de nuvens carregadas, especialmente nas áreas próximas ao litoral.

Entre os principais impactos previstos pelo Instituto Climatempo estão o aumento do risco de chuva moderada a forte, maior incidência de raios e períodos prolongados de céu encoberto. A previsão também indica possibilidade de chuva volumosa e persistente em áreas litorâneas e regiões próximas ao mar.

Além da chuva, os meteorologistas alertam para ventos moderados a fortes no oceano, com possibilidade de ressaca. O mar deve permanecer agitado por vários dias na costa das regiões Sul e Sudeste.

No continente, a presença de ventos frios deve provocar queda de temperatura, principalmente nas áreas próximas ao litoral e no interior do Sul do país. A combinação entre chuva persistente e solo encharcado também pode aumentar o risco de deslizamentos de terra em áreas de encosta e provocar alagamentos em centros urbanos.

A passagem da frente fria começa a ser sentida no fim de semana. Nos dias 7 e 8 de março, o sistema avança pelo Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva com raios e risco de precipitação moderada a forte. Durante o domingo, o ar frio de origem polar começa a avançar sobre a região, contribuindo para a queda de temperatura.

No Sudeste, as condições para chuva aumentam principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais. Essas áreas ainda se recuperam de episódios de chuva intensa registrados no fim de fevereiro.

Na segunda-feira, 9 de março, a frente fria avança pelo litoral do Rio de Janeiro e deve alcançar o Espírito Santo até a noite. O transporte de umidade pelo vento marítimo e a circulação atmosférica em níveis mais altos da atmosfera favorecem a formação de muitas nuvens e provocam nova queda de temperatura.

Nesse período, a chuva também se espalha pelo interior do Sudeste. No Sul do Brasil, ainda são esperadas pancadas de chuva em várias áreas, com possibilidade de precipitação moderada a forte.

Os ventos associados ao ciclone extratropical e à massa de ar frio devem intensificar a agitação do mar na costa da região Sul. As ondas podem se propagar até o litoral paulista, aumentando o risco de ressaca.

Na terça-feira, 10 de março, a frente fria avança pelo Espírito Santo. O centro da massa de ar frio permanece intenso sobre o Uruguai e o litoral da província de Buenos Aires, na Argentina. O vento frio continua chegando ao Sul e ao leste do Sudeste, influenciando o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o sul de Minas Gerais e o Espírito Santo.

A presença de muitas nuvens, chuva e ventos frios deve provocar nova redução nas temperaturas. O mar segue agitado ao longo da costa do Sul e do Sudeste, mantendo o risco de ressaca.

Na quarta-feira, 11 de março, a frente fria deve alcançar o sul da Bahia. Mesmo após o deslocamento do sistema, a infiltração de umidade combinada com ventos em níveis elevados da atmosfera deve manter a formação de nuvens carregadas no Sul e no Sudeste.

A chuva pode continuar persistente no litoral dessas regiões, especialmente em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde ainda há risco de volumes elevados.

Segundo o Instituto Climatempo, as condições de mar agitado devem continuar por vários dias na costa das regiões Sul e Sudeste, exigindo atenção de navegadores e moradores de áreas litorâneas.

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