Mais lidas 🔥

Frio intenso no Hemisfério Norte pode indicar um inverno mais rigoroso no Brasil em 2026?

Previsão do tempo
Molion prevê década de frio até 2035; primeira onda polar deve chegar ao Brasil em maio

Preservação ambiental
Conceição da Barra: peixe Mero será oficialmente patrimônio natural local

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 02 de março

Turismo
Espírito Santo ganha rota especial que valoriza a cultura cafeeira do Caparaó

Uma nova frente fria deve provocar mudanças significativas no tempo no Brasil na segunda semana de março. Segundo análise do Instituto Climatempo, o sistema chega com intensidade acima do normal para esta época do ano e deve causar queda de temperatura, aumento da chuva e mar agitado em áreas do Sul e do Sudeste.
De acordo com a meteorologista Josélia Pegorim, do Instituto Climatempo, a frente fria está associada a um ciclone extratropical que permanece em alto-mar. Apesar de não atingir diretamente o continente, os ventos gerados pelo sistema devem influenciar as condições do mar e favorecer a formação de chuva em diversas áreas.
O avanço da frente fria também está ligado à chegada de uma massa de ar frio de origem polar. Embora o núcleo mais intenso do ar frio atue principalmente sobre o leste da Argentina e o Uruguai, sua extensão deve influenciar o clima no Sul e no Sudeste do Brasil.
Com isso, ventos marítimos moderados a fortes devem transportar umidade para o continente, favorecendo a formação de nuvens carregadas, especialmente nas áreas próximas ao litoral.
Entre os principais impactos previstos pelo Instituto Climatempo estão o aumento do risco de chuva moderada a forte, maior incidência de raios e períodos prolongados de céu encoberto. A previsão também indica possibilidade de chuva volumosa e persistente em áreas litorâneas e regiões próximas ao mar.
Além da chuva, os meteorologistas alertam para ventos moderados a fortes no oceano, com possibilidade de ressaca. O mar deve permanecer agitado por vários dias na costa das regiões Sul e Sudeste.
No continente, a presença de ventos frios deve provocar queda de temperatura, principalmente nas áreas próximas ao litoral e no interior do Sul do país. A combinação entre chuva persistente e solo encharcado também pode aumentar o risco de deslizamentos de terra em áreas de encosta e provocar alagamentos em centros urbanos.
A passagem da frente fria começa a ser sentida no fim de semana. Nos dias 7 e 8 de março, o sistema avança pelo Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva com raios e risco de precipitação moderada a forte. Durante o domingo, o ar frio de origem polar começa a avançar sobre a região, contribuindo para a queda de temperatura.
No Sudeste, as condições para chuva aumentam principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais. Essas áreas ainda se recuperam de episódios de chuva intensa registrados no fim de fevereiro.
Na segunda-feira, 9 de março, a frente fria avança pelo litoral do Rio de Janeiro e deve alcançar o Espírito Santo até a noite. O transporte de umidade pelo vento marítimo e a circulação atmosférica em níveis mais altos da atmosfera favorecem a formação de muitas nuvens e provocam nova queda de temperatura.
Nesse período, a chuva também se espalha pelo interior do Sudeste. No Sul do Brasil, ainda são esperadas pancadas de chuva em várias áreas, com possibilidade de precipitação moderada a forte.
Os ventos associados ao ciclone extratropical e à massa de ar frio devem intensificar a agitação do mar na costa da região Sul. As ondas podem se propagar até o litoral paulista, aumentando o risco de ressaca.
Na terça-feira, 10 de março, a frente fria avança pelo Espírito Santo. O centro da massa de ar frio permanece intenso sobre o Uruguai e o litoral da província de Buenos Aires, na Argentina. O vento frio continua chegando ao Sul e ao leste do Sudeste, influenciando o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o sul de Minas Gerais e o Espírito Santo.
A presença de muitas nuvens, chuva e ventos frios deve provocar nova redução nas temperaturas. O mar segue agitado ao longo da costa do Sul e do Sudeste, mantendo o risco de ressaca.
Na quarta-feira, 11 de março, a frente fria deve alcançar o sul da Bahia. Mesmo após o deslocamento do sistema, a infiltração de umidade combinada com ventos em níveis elevados da atmosfera deve manter a formação de nuvens carregadas no Sul e no Sudeste.
A chuva pode continuar persistente no litoral dessas regiões, especialmente em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde ainda há risco de volumes elevados.
Segundo o Instituto Climatempo, as condições de mar agitado devem continuar por vários dias na costa das regiões Sul e Sudeste, exigindo atenção de navegadores e moradores de áreas litorâneas.





