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O primeiro trimestre de 2026 deve ser marcado por um clima irregular no Brasil, com efeitos diferentes entre as regiões e impactos diretos sobre a produção agrícola. Enquanto parte do país pode enfrentar falta de chuva, outras áreas devem lidar com excesso de água no solo, exigindo planejamento e ajustes no manejo das lavouras. O prognóstico é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Sudeste entra em 2026 com alerta para falta de chuva
No Sudeste, a previsão indica volumes de chuva abaixo da média em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e no norte de São Paulo. A tendência é de redução gradual da umidade do solo ao longo do trimestre, principalmente em fevereiro e março.
Essa condição pode afetar culturas dependentes de boa disponibilidade hídrica, como o café, além de lavouras de sequeiro e pastagens. Em áreas do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, os níveis de água no solo podem cair para patamares baixos, exigindo atenção redobrada dos produtores.
Nordeste segue sob risco de seca
No Nordeste, o cenário permanece mais crítico. A previsão aponta chuvas abaixo da média em grande parte da região, tanto no interior quanto em áreas do litoral.
Com isso, o armazenamento de água no solo deve seguir reduzido ao longo do trimestre, com risco maior em fevereiro. Esse quadro pode comprometer o desenvolvimento das culturas de sequeiro e limitar a produtividade agrícola, especialmente nas áreas do semiárido.
Centro-Oeste terá cenário mais equilibrado
No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas mais regulares em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto Goiás pode registrar volumes menores.
De forma geral, a umidade do solo tende a ser suficiente para o enchimento de grãos das lavouras de verão. Ainda assim, há risco de excesso de água em algumas áreas nos meses de fevereiro e março, o que pode dificultar operações de campo e favorecer doenças nas lavouras.
Norte terá melhora ao longo do trimestre
Na Região Norte, são esperadas chuvas próximas ou acima da média em grande parte do território. Algumas áreas, como Roraima, o norte do Amazonas e o leste do Amapá, podem enfrentar restrições hídricas em janeiro.
A tendência é de melhora nos meses seguintes, com recuperação da umidade do solo em fevereiro e março, favorecendo lavouras e culturas perenes na maior parte da região.
Sul deve lidar com excesso de umidade
No Sul do país, a previsão indica chuvas próximas ou acima da média durante todo o trimestre. Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul devem manter elevados níveis de umidade no solo.
O cenário é positivo para lavouras de verão, fruticultura e pastagens, mas o excesso de água pode causar encharcamento do solo e dificultar o trabalho no campo. Apenas o extremo sul do Rio Grande do Sul pode registrar falta de chuva pontual em janeiro.
O prognóstico reforça que o começo de 2026 exigirá acompanhamento constante das condições climáticas e decisões regionais no manejo agrícola, diante de um cenário marcado por fortes contrastes no clima brasileiro.




