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Ao fazer a primeira palestra do lançamento do ciclo de debates Diálogos pelo Clima, na terça-feira (7), na sede da Embrapa, em Brasília (DF), o ex-ministro Roberto Rodrigues enfatizou o papel estratégico da agricultura tropical brasileira no enfrentamento dos desafios climáticos e no desenvolvimento sustentável. Em sua fala, ele convocou o setor agropecuário — incluindo produtores, pesquisadores e instituições públicas — a construir uma agenda única, fundamentada em dados, ciência e na busca de reconhecimento internacional durante a COP30, a ser realizada em novembro em Belém (PA).
Uma agenda comum do setor é a missão do ex-ministro, nomeado há poucos dias como enviado especial para a Agricultura na COP30, representando o Governo Brasileiro. Rodrigues explicou que sua missão é buscar a harmonia entre os diversos interesses e atores, para em seguida transformar essa agenda em uma pauta do governo, reunindo assim os setores privado e público.
Ele destacou a importância de levar à conferência do clima uma “mensagem de verdade”, baseada na sustentabilidade comprovada da agricultura brasileira. “Queremos mostrar à exaustão, com números, com dados, com informações, aquilo que já foi dito pela presidente Silvia e por outros oradores: nós temos sustentabilidade e podemos ser uma solução para o mundo via cinturão tropical”, afirmou.
Ao relembrar uma recente homenagem aos fundadores da Embrapa, Rodrigues ressaltou os três pilares que explicam o sucesso da agropecuária nacional: os agricultores, que aplicaram o conhecimento; os pesquisadores, que geraram a tecnologia; e a institucionalidade, que impediu que a política interferisse na ciência. “Esse tripé — produção, pesquisa e política pública — garantiu a revolução do agro no Brasil”, frisou.
Apesar dos avanços, o ex-ministro apontou gargalos históricos, como a deficiência em infraestrutura logística, a falta de uma política efetiva de renda e a ausência de acordos comerciais robustos. Rodrigues também defendeu a legalidade e o cumprimento das leis ambientais como pré-condição para o protagonismo na COP30. “Todo agricultor sério quer que a lei seja cumprida. O problema do Brasil é a insegurança jurídica. O desmatamento ilegal não pode ser tolerado por ninguém”, disse.
O ex-ministro apelou ainda à valorização social do agro, mencionando a importância de comunicar, de forma clara e acessível, o impacto positivo da produção rural na vida urbana. “Vestir, comer, calçar, respirar — tudo é agro. O povo da cidade precisa saber disso.”
Ao encerrar, emocionado, sintetizou sua visão com uma frase que se tornou um bordão de sua trajetória pública: “Agro é paz, e o Brasil está destinado a garantir a paz mundial, alimentando o planeta com sustentabilidade.”




