Polígono das Secas e Sudene

ES quer recuperar desconto de energia elétrica para irrigação noturna

A busca é para que os descontos que tem no Polígono da Secas para quem usa energia à noite seja a mesma de quem está na Sudene

Foto: arquivo Conexão Safra

O governo do Espírito Santo está pleiteando o realinhamento nas políticas de descontos de energia elétrica para a irrigação noturna, pleiteando para o Estado o mesmo tratamento dado à região do Polígono das Secas. A área engloba alguns Estados do Nordeste e também parte do território de Minas Gerais.

Em um encontro entre o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, de Minas e Energia, Alexandre Silveira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, na última quarta-feira (5), Casagrande destacou a anulação da Portaria 46 que, segundo ele, havia retirado do Espírito Santo um desconto na tarifa de energia para irrigação que era proporcional ao benefício recebido pelas áreas cobertas pelo Polígono das Secas.

“Pleiteamos que os descontos que tem no Polígono da Secas para quem usa energia à noite seja a mesma de quem está na Sudene”, disse o governador.

O debate sobre a tarifa de energia é crucial para o setor agrícola capixaba, especialmente porque a irrigação noturna é uma prática que economiza água em um Estado que já enfrentou crises hídricas, e pode gerar benefícios ao agricultor por conta dos menores custos durante os horários de menor demanda energética.

Atualmente, consumidores rurais dentro do Polígono das Secas, que se sobrepõe significativamente à área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), desfrutam de descontos que podem chegar a 73% (para consumidores de baixa tensão) e até 90% (para alta tensão) durante o período noturno, conforme regulações da Aneel.

O governador Renato Casagrande enfatizou que a reunião trouxe bons resultados, sinalizando um avanço na negociação para que o Espírito Santo possa novamente beneficiar-se de incentivos semelhantes. “Tivemos bom resultado”, afirmou ele, indicando que há um reconhecimento por parte do Governo Federal da necessidade de políticas energéticas mais equitativas para o desenvolvimento agrícola sustentável no Estado.

Sobre o autor Fernanda Zandonadi Desde 2001, Fernanda Zandonadi atua como jornalista, destacando-se pelo alto profissionalismo e pela excelência na escrita de suas reportagens especiais. Tem um conhecimento aprofundado em agronegócio, cooperativismo e economia, com a habilidade de traduzir temas complexos em textos de grande impacto e relevância. Seu rigor e qualidade na apuração e narração de histórias do setor garantiram que seu trabalho fosse constantemente reconhecido pela crítica especializada, o que a levou a conquistar múltiplas distinções e reconhecimentos em premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos