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*Matéria publicada originalmente em 12/03/2021
As chuvas foram um bônus para a produção de inhame no Espírito Santo, que está num crescente e aumentou de 91.221 toneladas em 2019 para 93.287 em 2020. A produtividade manteve-se estável, passando de 27.634 para 27.706 quilos por hectare.Segundo o extensionista do Incaper de Alfredo Chaves, João Medeiros, além da boa safra, o preço também ficou em alta.
“Não tivemos problemas na comercialização, já que o consumo aumentou. Plantar inhame nunca foi tão bom quanto agora. Acredito que essa melhoria se deve à qualidade do nosso produto, ao clima que ajudou e aos novos mercados que se abriram ”, ressalta.
Minas Gerais e Rio de Janeiro são os principais compradores do tubérculo capixaba. “Notamos que a procura foi maior do que a oferta. Esses mercados passaram a comprar mais ”, explicou o extensionista, afirmando que a alimentação em casa foi um dos fatores que causou mais impacto no aumento da demanda.

Mesmo com a pandemia, que fechou parcialmente bares e restaurantes, tradicionais compradores de inhame, as vendas não pararam. “Os consumidores passaram a procurar o inhame para fazer a alimentação em suas residências, o que garantiu a demanda pelo produto ”, avalia Medeiros.
O Espírito Santo permanece no posto de maior produtor de inhame do país. Em 2019, Alfredo Chaves foi o mais representativo na produção, entregando 33.334 toneladas do tubérculo, ou 36,54% do total. Em seguida, Laranja da Terra, com 16,9 mil toneladas, Marechal Floriano, com 11 mil, Domingos Martins, com 6.600 e Santa Maria de Jetibá, que produziu, no ano, 6.000 toneladas de inhame.
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Mercado em expansão
O principal mercado do inhame do Espírito Santo ainda é o doméstico. A produção é consumida dentro do próprio Estado e nos vizinhos. Por enquanto, não há exportação do produto, o que pode mudar nos próximos anos. “Já estamos trabalhando na venda para o exterior. Estudamos uma proposta para a exportação para os Estados Unidos ”, disse Medeiros.
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E nada melhor comprar de quem conhece o assunto. O inhame São Bento, uma das mais cultivadas no Estado e que já ganhou cultivos em várias partes do país, nasceu aqui. Ela foi identificada em 1989 por agricultores locais e foi registrada em 2007 pelo Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper). A produtividade da planta é 30% maior do que as demais variedades. Além do São Bento, outras variedades que também tomam conta do solo capixaba: Carolina e Alfredo Chaves.





