Professoras da Universidade de Viçosa desenvolvem tecnologia que recupera importante proteína do leite

A tecnologia, já patenteada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), permite recuperar uma importante proteína do soro do leite (foto), capaz de reduzir desordens estomacais, secreção gástrica e inibir placas bacterianas e de cáries dentárias. Ela foi desenvolvida pelas professoras e pesquisadoras Rita de Cássia Superbi de Sousa e Jane Sélia dos Reis Coimbra […]

    A tecnologia, já patenteada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), permite recuperar uma importante proteína do soro do leite (foto), capaz de reduzir desordens estomacais, secreção gástrica e inibir placas bacterianas e de cáries dentárias.

    Ela foi desenvolvida pelas professoras e pesquisadoras Rita de Cássia Superbi de Sousa e Jane Sélia dos Reis Coimbra da Universidade Federal de Viçosa (UFV), localizada na cidade do mesmo nome na zona da mata de Minas Gerais.

    A tecnologia viabiliza, por meio da utilização da resina hidroxiapatita, que a indústria de laticínios recupere o glicomacropeptídeo (proteína), conhecido como GMP e presente no soro leite.
    De acordo com as professoras, atualmente um grande volume de soro de leite é descartado por indústrias de laticínios.

    “No entanto ” explicam, “esse soro é rico em proteínas de altos valores nutricional, funcional e tecnológico. Dentre elas está o GMP, que é usado na regulação do apetite, tratamento de cáries, alimentação para pacientes fenilcetonúricos (doença relacionada a uma alteração genética rara), entre outras aplicações ”.

    Além de recuperar os benefícios do GMP, a tecnologia desenvolvida na UFV pode contribuir ainda com o meio ambiente. Como afirmam as professoras, o soro do leite também é altamente poluente quando descartado incorretamente.