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Para comemorar o aniversário do Patrono da Ecologia do Brasil (12 de dezembro), o Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) preparou uma semana dedicada a Augusto Ruschi que – se estivesse vivo – completaria 104 anos.
Nesta quarta, dia 18, a partir das 8 horas, haverá solenidade com exibição do documentário “Guainumbi ” (1979), do cineasta Orlando Bomfim Netto, com imagens raras de Ruschi, lançamento do livro “Augusto Ruschi: notas biográficas ”, da Dra. Alyne dos Santos Gonçalves, e ainda bolo de aniversário e distribuição de autógrafos da pesquisadora.
O evento conta com a presença do governador Renato Casagrande, do prefeito de Santa Teresa, Gilson Amaro, do diretor do INMA, Sérgio Lucena, e de várias autoridades, no auditório Augusto Ruschi, no Museu Mello Leitão, em Santa Teresa-ES.
Sobre a autora

Lançando seu primeiro livro “solo ”, Alyne dos Santos Gonçalves é doutora em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), pesquisadora no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA / CNPq / MCTIC) e do Laboratório de História Regional do Espírito Santo e Conexões Atlânticas (LACES / PPGHIS-UFES).
Sua tese é sobre o Patrono da Ecologia do Brasil e ela é coautora do livro “Catálogo do Acervo Textual de Augusto Ruschi ” (Above, 2015) e do e-book “Territorialidades e identidades capixabas: guia para estudos transversais em História do Espírito Santo ” (SEAD &ndash, UFES, 2017).
Quem foi Augusto Ruschi?
Cientista, advogado, professor, defensor das florestas, Patrono da Ecologia do Brasil. Esses e outros adjetivos e ocupações marcaram a vida do naturalista brasileiro Augusto Ruschi (1915-1986).
Nascido na cidade de Santa Teresa, região centro-serrana do Espírito Santo, esse descendente de imigrantes italianos católicos marcou a história de seu estado natal e também a do Brasil, em especial por seus estudos sobre beija-flores e por sua sistemática militância em favor da natureza.
Em 1949, fundou o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão &ndash, uma homenagem a seu mestre e amigo, o zoólogo Cândido Firmino de Mello Leitão &ndash,, inaugurando, assim, o primeiro espaço institucional do estado dedicado aos estudos biológicos.
Uma década antes, Ruschi ingressava como assistente voluntário no Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ). Atuando inicialmente como botânico contratado e, anos depois, como Professor Titular, o MNRJ também foi um espaço de intercâmbio acadêmico, no qual teve a oportunidade de aprimorar os conhecimentos sobre fauna e flora que adquirira de maneira autodidata.
Além das pesquisas, “Guti ” foi construindo relações de prestígio e confiança com diversas autoridades políticas, conseguindo desenvolver um longo trabalho de colecionamento biológico e de mapeamento dos recursos naturais capixabas.
Além das contribuições para os conhecimentos biológicos, Ruschi participou do processo de criação das primeiras áreas de proteção natural do Brasil &ndash, com destaque para a Reserva Florestal de Nova Lombardia (hoje, ReBio Augusto Ruschi) e para a Reserva do Córrego do Veado, em Pinheiros, norte do estado.
Famoso por ter contrariado interesses empresariais multinacionais no contexto do plantio de eucaliptos em Aracruz e pelas constantes denúncias de invasão de terras na Ilha de Comboios e em Itaúnas, Ruschi também militou pelos direitos indígenas à terra e ao reconhecimento como sujeitos portadores de conhecimentos indispensáveis aos cuidados com o meio ambiente e, portanto, com a diversidade biológica e cultural da vida.
Trinta e três anos após sua morte, o legado do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão – por ele fundado há 70 anos – continua mais vivo do que nunca na missão encampada pelo Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Ao incorporar o Museu Mello Leitão, o INMA tem se dedicado à produção e difusão de pesquisas relativas à Mata Atlântica, sua biodiversidade, história e conservação, sem descuidar de atividades voltadas à educação ambiental, bem como à memória de seu Patrono, cuja data de nascimento merece ser não apenas comemorada, mas servir de ocasião para refletir sobre nossa relação com o mundo.
“Ruschi e o Museu são essenciais para a história da ciência: o primeiro por suas descobertas científicas sobre orquídeas, morcegos e beija-flores e ainda pela defesa do meio ambiente. O segundo por abarcar todas essas pesquisas e se tornar referência em estudo da mata atlântica nas mais variadas áreas: zoologia, botânica, história, taxidermia, educação ambiental, entre outros ”, explicou o diretor do INMA, Sérgio Lucena.
Serviço:
Lançamento do livro “Augusto Ruschi: Notas Biográficas”
O Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) convida para solenidade de encerramento da “Semana Comemorativa do Aniversário de Augusto Ruschi ” com a seguinte programação:
– Café da manhã com a presença do Governador Renato Casagrande, demais autoridades e convidados,
– Exibição do Documentário: “Augusto Ruschi Guainumbi” de Orlando Bonfim Netto,
– Lançamento do Livro “Augusto Ruschi: Notas Biográficas”, de Alyne dos Santos Gonçalves
Quarta-feira, dia 18/12/2019, das 8 às 10 horas.
Auditório Augusto Ruschi – Museu de Biologia Mello Leitão
Avenida José Ruschi, 04 – Centro, Santa Teresa/ES




