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O Espírito Santo é o maior produtor nacional de café conilon e passa por um momento conturbado devido à crise hídrica e a baixa nos preços do produto no mercado. Hoje, para buscar uma alternativa para a solução do problema,foirealizado o 1º Encontro das Lideranças do Agro com a Política Capixaba, no Centro de Convenções de Vitória.
O evento, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em conjunto com a Federação da Agricultura do Espírito Santo (Faes), que reúne os Sindicatos Rurais do Estado, propôs a aproximação do poder público com o agricultor e, naturalmente, a situação a cafeicultura esteveno centro dos debates.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura e Interior de Cachoeiro de Itapemirim, Robertson Valladão, com o advento de novos cultivos e clones desenvolvidos pelo Incaper, a cafeicultura no Espírito Santo ganhou um novo impulso em produção, com ganhos significativos na produtividade.
“Os preços, até recentemente, eram suficientes para o custeio das lavouras, com resultado para a realização de novos investimentos. No entanto, há cerca de pelo menos cinco anos (desde 2014), a instabilidade dos preços, associada à queda na produção devido ao menor volume de chuvas, vem limitando a capacidade do produtor, no que diz respeito aos tratos culturais e à própria colheita. Essa situação cria um círculo vicioso, que acaba comprometendo os resultados e gerando a crise ”, destaca Valladão.
A cafeicultura está entre as atividades agrícolas mais importantes no Estado. Em Cachoeiro, por exemplo, de cada duas propriedades rurais, uma produz café (50% das 2000 propriedades). A atividade está entre as maiores geradoras de postos de trabalho, durante todo o ano e é a base de sustentação do comércio nos distritos e nas comunidades rurais.
“Qualquer que seja a redução no desempenho da cafeicultura, representa importante impacto na economia e na qualidade de vida das pessoas, em todas as áreas, inclusive, na cidade, tendo em vista que a arrecadação municipal é fortemente influenciada pela cafeicultura ”, diz.
O secretário afirma que o sistema de produção é, praticamente, o mesmo tanto no Sul quanto no Norte do Estado. Considerando que o fator mais importante, nesse momento para a cafeicultura, tem sido o comportamento dos preços no mercado, que não tem acompanhado os custos de produção, agravando a situação que já era difícil devido à baixa produtividade, motivada pela ausência de chuvas, o impacto é semelhante.
Valladão afirma que, entre as principais atividades desenvolvidas para minimizar os efeitos da crise no Sul do Estado destacam-se a assistência técnica para realização dos tratos culturais recomendados, no tempo oportuno e o esforço para a melhoria da qualidade do produto, que pode, com isso, alcançar preços melhores.
“Existem diversas propostas, da parte dos agricultores e técnicos para minimizar os efeitos da crise, e outras, de mais longo prazo, que podem levar confiança e motivação ao agricultor, como uma política de crédito para custeio e investimento, com prazos e juros compatíveis com as características da atividade, o estabelecimento de preços mínimos ou preços de referência, o apoio às cooperativas e organizações do produtor, o fortalecimento e equipamento dos órgãos oficiais de Pesquisa e Assistência Técnica, entre outras ”, completa o secretário.



